Cajazeiras-PB, 13/12/2017

Ruas de Cajazeiras

R$ 25,00

Autor: Deusdedit Leitão

2005 – 2ª edição – 64 páginas

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Categoria

Descrição

“Ruas de Cajazeiras” é mais um trabalho do dedicado pesquisador e conceituado escritor cajazeirense Deusdedit Leitão que, distante do torrão que o viu nascer, sente necessidade de, frequentemente, voltar às origens, ainda que seja apenas em pensamento, sonho ou solilóquios, tornando realidade as expressões do cancioneiro popular, quando entoa: “A minha casa fica lá no fim do mundo, onde eu vou, em um segundo, quando começo a pensar” e do adágio popular que assegura: “Recordar é viver”. Essas recordações, Deusdedit não as guarda, apenas consigo, porém, num gesto de magnanimidade e altruísmo, compartilha com os seus amigos, socializando suas ideias, na transparência, quase cristalina, dos seus sentimentos. É assim que ele se apresenta, ao descrever, neste livro, a “Travessa Líbio Brasileiro”: “Essa pequena rua é uma das mais ternas lembranças da minha bem amada cidade natal. Ali, à sombra paternal do meu irmão Francisco de Vasconcelos Leitão, vivi os melhores dias de minha última permanência em Cajazeiras.”

Ao ler essas páginas, senti-me passeando por minha terra, vendo pessoas, identificando residências, relembrando instituições, redescobrindo logradouros públicos, recebendo informações sobre a biografia de vários dos grandes vultos que se fazem lembrados nas nomenclaturas dessas ruas, avenidas, travessas e praças, num amplexo existencial das diferentes etapas, ali vividas, quando criança ou adolescente e agora, na idade adulta, num quase reencontro com meus familiares,  educadores, amigos e conhecidos.

A prazerosa leitura poderá despertar, no leitor, a agradável sensação de renascer, num passado longínquo e participar da “formação da urbs cajazeirense”, quando em 1836, Cajazeiras deixava a categoria de povoado, ao ser “elevada à condição de sede de Distrito de Paz, do município de Sousa”;  observar o desabrochar da vida sócio-cultural da cidade “nos saraus dançantes, nas sessões cívico-literárias e nas encenações de peças teatrais”, realizados “no prédio da municipalidade, então denominado Casa da Câmara” e cujos saraus haveriam de se fortalecer, tempos depois, nos bailes promovidas pelos, então, sodalícios Excelcior Club, 1º e 8 de Maio, Jovem Clube e nas pomposas festas do Cajazeiras Tênis Clube; projetar-se, ainda, além das suas fronteiras, no talento artístico de Íracles Brocos Pires, Marcélia Cartaxo, Ubiratan de Assis, dentre tantos outros, e integrar-se à arte literária paraibana, na inspiração poética de Cristiano Cartaxo. E, nesse percurso, o leitor poderá, com certeza, admirar-se e enobrecer-se com a pujança industrial da Usina Santa Cecília, exportando, naquela época, seus produtos para Havre (França), Liverpool (Inglaterra), Hamburgo (Alemanha) e Compenhague (Dinamarca), num autêntico testemunho da prosperidade e força competitiva de Cajazeiras, no processo de desenvolvimento econômico-produtivo internacional.

Inegavelmente, “Ruas de Cajazeiras”, ao informar a origem de vários logradouros públicos municipais e pôr em relevo a biografia de diversas pessoas e vultos que marcaram a vida sócio-cultural-artístico-educacional-econômico e religiosa da terra do Padre Rolim, constitui-se, na feliz afirmação do ilustre cajazeirense, Dr. Abdiel de Sousa Rolim, em um “memorial ressuscitador dos valores humanos, nacionais, regionais, estaduais e, sobretudo, municipais”, servindo, consequentemente, de importante fonte de pesquisa aos interessados, em prosseguir construindo a história dessa valorosa cidade sertaneja.

Do acervo dos logradouros públicos, oficialmente constituídos, aqui estão descritos sessenta e seis, tendo o autor optado pelo critério da antigüidade, na seleção dos treze primeiros, para, em seguida, deixar-se levar pela aleatoriedade, na seqüência de exposição dos demais, um justo direito que lhe é reservado. Oxalá, os poderes públicos constituídos saibam preservar os atuais nomes das ruas, avenidas, travessas e praças de Cajazeiras, oficialmente instituídos, deixando os nomes de outros vultos históricos e/ou cidadãos ilustres, para serem perpetuados, na nomenclatura dos novos logradouros que, certamente, haverão de ser criados, através de novos projetos.

Paulo Cartaxo Andriola

Informação adicional

Peso 162 g
Dimensões 21.5 x 15.5 x 0.5 cm

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