Vítimas do Apolo 11 sem indenização


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Crime sem castigo, dor sem reparação. As vítimas da bomba do Apolo 11 não foram indenizadas. Vivem na pobreza. Por desconhecimento, nunca recorreram aos benefícios que as leis de Anistia e de reparação concederam a atingidos pelo regime de 1964. Sequer se preocupam em conhecer autores e motivação do atentado. Para historiadores e jornalistas, o atentado foi político. O alvo foi dom Zacarias Rolim de Moura, o bispo conservador, aliado do regime militar e admirador da organização Tradição, Família e Propriedade, TFP. Mas, dizem, a bomba foi da direita para atribuir à esquerda. O objetivo: fechar o regime. O bispo não morreu. Dom Zacarias estava, no dia 2 de julho de 1975, no Recife. “Descobriu-se que foi da direita, aí abafou”, conclui o historiador José Antônio Albuquerque.

A Rádio Alto Piranhas, que funcionava no primeiro andar do prédio do Cineteatro Apolo 11, estava no ar. Às 21h, o médico, radialista e ativista político Júlio Bandeira dividia com Iracles Pires a apresentação do programa Discoteca Dinamite no estúdio. Não ficou vidro inteiro. A diocese vendeu a rádio, o cinema acabou. Passados 35 anos do atentado do Apolo 11, em Cajazeiras, Sertão da Paraíba, as famílias de duas vítimas fatais e a de dois sobreviventes permanecem na pobreza, sem reparação pelas perdas e danos físicos e morais. O dia 2 de julho de 1975 ainda não terminou na vida dessa gente. O crime continua sem castigo, o atentado sem esclarecimento. A lápide com a mensagem “três coisas preservam o mundo: a verdade, a justiça e a paz”, colocada no jardim onde existia o auditório do cineteatro, soa como se fosse uma cobrança da história. O tempo foi passando e a viúva do soldado Altino Soares, Didi, 43, dona Francisquinha, foi perdendo a esperança. A de Manuel Justino Conrado, Manuelzinho, 19, o primeiro a morrer, foi esquecendo.

 

As famílias dos mutilados esperam dias melhores. Irmão de Manuelzinho, Geraldo Justino Conrado, 66, à época com 31, emprega meio salário mínimo mensal, o auxílio acidente de trabalho do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), para manter uma bacia de remédios, que controlam a queimação na perna direita, assombrações e zunidos das dores físicas e psicológicas do trauma. Aos 16 anos em 75, Geraldo de Souza Galvão amava cinema, hoje sonha – aos 51 – com a casa própria. Vive em casa alugada, no Juazeiro do Norte, Ceará, a 180 km de Cajazeiras. Mutilados no corpo e na alma, aguardam que a velhice possa ser confortada.

 

A luta final será por uma justa indenização. Como vítimas de um atentado a bomba em pleno regime de exceção, cabe indenização pelos danos e perdas. Por desconhecerem o direito, nunca pediram. Surge agora a iniciativa pelas mãos de um advogado, Dirceu Galvão, natural de Cajazeiras e radicado em João Pessoa.

 

“Os alto-falantes da tela caíram, as canetas também, a parede à esquerda rachou, um buraco foi aberto no piso, a porta do armário ao lado do sanitário das mulheres foi jogada fora. As cadeiras foram destroçadas”, relembra Conrado. A viúva de Didi, Francisquinha, não esqueceu os últimos momentos nos hospitais de Cajazeiras e João Pessoa. “Pronto, eu já estou no fim”, disse Didi na capital, com a infecção avançada.

 

A cidade viveu um clima de terror. As Rádios Difusora e Alto Piranhas estavam proibidas de falar em bomba. “Ficaram interrogações. Onde vai ser a próxima? Terrorismo em Cajazeiras? Nunca vi tantos militares e policiais federais. O quartel-general foi instalado no Tiro de Guerra”, revive o historiador e dono do jornal Gazeta e da Rádio Alto Piranhas, José Antônio Albuquerque. A censura instigava o imaginário político da cidade.

 

A bomba do Apolo 11 foi a primeira de uma série de atentados a partir de 1975 – se seguiram após o anúncio de distensão política “lenta, gradual e segura”, feito pelo general-presidente Ernesto Geisel no ano anterior. O governo militar tinha sofrido a sua maior derrota com a vitória esmagadora do MDB nas eleições para o Senado Federal. Bombas em bancas de revistas, a bomba do OAB-RJ deixa uma vítima fatal, em 1980, e o atentado fracassado na festa pelo 1º de maio no Riocentro, em 1981, mata um sargento e fere um capitão do Exército, quando armavam o artefato.

Estilhaços ainda na perna

Geraldo Galvão de Souza, 52, mora em Juazeiro do Norte (CE), e vive com mulher e filhas em casa humilde de aluguel, numa rua por trás da Igreja do Socorro, onde estão os restos mortais do padre Cícero Romão Batista. Sustenta a família como balconista de loja de instrumentos musicais e cachês esporádicos para tocar violão em bares. Galvão preserva estilhaços da bomba e marcas nas pernas e abdômen. Chora ao lembrar momentos antes da explosão e o sofrimento das vítimas no hospital. “No hospital de João Pessoa, tiraram pedaços da bomba, mas não tudo. Entraram metais. Tenho um problema físico. Não posso andar muito a pé, se andar não aguento, tenho que sentar. O nervo dói, demais. Tenho muita tontura, tem hora que tenho que me segurar”, relata.

 

Geraldo Galvão não sofreu fratura, mas rompeu os ligamentos da perna direita. “Rompi os nervos da perna direita. As pernas ficaram da cor de carvão. Didi foi jogado longe e caiu por cima das cadeiras (com as pernas dilaceradas). Não vi Manuelzinho (primeiro a morrer no hospital), mas disseram que entrou um filete na cabeça dele”, relembra.

 

Menor de idade, 16 anos, Galvão entrou no Apolo 11 por concessão. O filme Sublime Renúncia era censura 18 anos. “Falei pra Didi se podia entrar (ele deixou), mas o filme era tão ruim de um jeito, que o pessoal batia nas carteiras, vaiava, falava coisas, e eu dormi. Ôxe, não vi nada”, destaca.

 

A fita tinha também defeito e partia sucessivamente. “O pessoal diz que comeu uns 15 minutos do filme (o tempo da explosão depois que a sessão acabou). Foi a sorte. Não matou mais gente porque acabou antes da hora. Acordei com Manuelzinho dizendo: “Ei, Geraldo, terminou!” Geraldo encontrou a bolsa e entregou a Didi. Logo viria a explosão.

Sequelas físicas e psicológicas como tormento

Nascido em Patos, a 175 km de Cajazeiras, Geraldo Justino Conrado, 66, tem sequelas físicas e psicológicas herdadas da explosão do Apolo 11. A tíbia direita foi partida (a cicatriz é profunda na pele) e possui um haste de metal. As pernas têm deformações e mutilações. “Esta perna apodreceu. Deu bicho. Ela esquenta todo dia e vivo colocando bolsa de gelo para suportar. É muito quente. Lavo e boto gelo dez vezes por dia”, penaliza-se. Além disso, toma uma bacia de remédios para amenizar as dores, o nervosismo e a tensão do trauma psicológico. “Tenho estalos nos dois ouvidos, chiado no pé do ouvido, zumbido na cabeça”, revela o ex-operador do projetor de fitas.

 

“Ele não pode sentir aperreio. Fica nervoso. É remédio pra dor na perna, pra quando fica nervoso”, acrescenta a esposa Maria dos Santos Conrado, 74 anos, que sustenta a casa com um salário mínimo de aposentadoria. Geraldo não tem aposentadoria, seja por invalidez, contribuição ou tempo de serviço. Recebe o benefício de meio salário mínimo, do INSS, por acidente de trabalho, que é todo destinado à compra de medicamentos. A renda é reforçada com o aluguel de fitas VHS e DVDs de filmes, a grande paixão do quase sempre estressado Geraldo, que vive na periferia de Cajazeiras.

 

O casal não possui filhos. Pernambucana de Serra Talhada, dona Maria dos Santos era zeladora do Cineteatro Apolo 11 e da Rádio Alto Piranhas, que funcionava no mesmo prédio, e estava em casa quando a bomba explodiu na noite de 2 de julho de 1975. Acompanhou Geraldo Conrado nos hospitais de Cajazeiras e João Pessoa, e foi o suporte quando ele passou mais de um ano de muletas. O projecionista Geraldo Conrado foi jogado ao chão desacordado e com a perna direita partida ao meio. “Não vi mais nada. Só acordei em João Pessoa. O policial (soldado Didi, PMCE) tava ao meu lado. Eu vi ele morrendo. Dizem que da cintura pra baixo ele perdeu tudo”, relembra.

Dom Zacarias, um conservador simpático à TFP

Dom Zacarias Rolim de Moura, o bispo conservador da Diocese de Cajazeiras – o suposto alvo da bomba do Apolo 11 – era um leitor assíduo do jornal da Tradição, Família e Propriedade (TFP), organização fundamentalista católica. Apontado como um religioso de direita, dom Zacarias era um admirador e apoiador do movimento militar de 64. “A gente notava que ele simpatizava com os gestos dos militares, que estavam pondo ordem no Brasil. O clima era de revolução. A revolução estava aí, acontecendo. Dom Zacarias era tido como um homem de direita. Um homem muito discreto e parecia frio”, desenha o perfil do bispo o padre Antônio Luiz do Nascimento, 74, padre Buíca, que foi coordenador diocesano de pastoral e membro do Conselho Presbiteral.

 

A TFP ou Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade era uma entidade tradicionalista, conservadora e anticomunista, fundada em 1960 pelo leigo Plínio Correia de Oliveira, deputado federal Constituinte em 1934. Dom Zacarias tinha 61 anos e estava no Recife quando a bomba explodiu na noite de 2 de julho de 1975. “Alguém disse: isso é coisa da esquerda contra o bispo, outro disse até uma coisa absurda, como: alguém da direita pode ter colocado para por o bispo contra a revolução (o Golpe de 64), porque constava muito à época que a revolução, em nível maior, não era muito pró Igreja Católica”, lembra.

 

Padre Buíca afirma que a discrição de dom Zacarias não permitia que o mesmo fizesse comentários sobre a bomba e a possibilidade de ele próprio ter sido o alvo. “O único comentário que ouvi (de dom Zacarias), foi numa homilia, logo depois. Ele apenas disse: Olha, quem fez isso, hoje está frustrado, rangendo os dentes”, repete Buíca. Entende o padre que, na interpretação do bispo, o autor devia estar morrendo de raiva porque, se queria matá-lo, não o fez. “O que constava no ar é que alguém quis atingir um bispo que parecia apoiar a revolução (os militares), que estava contra o comunismo que queria tomar conta do País”, sintetiza.

A ideologia no centro da briga estudantil

Colégios públicos e gratuitos contra colégios religiosos pagos. No início da década 60, o movimento estudantil secundarista cajazeirense ganha efervescência e organização política. Sem perspectivas de um futuro melhor, jovens começam a ir às ruas por um ensino de nível médio laico e gratuito para os pobres. Os únicos dois colégios que existiam eram da diocese e de ensino pago. Os colégios públicos não chegam sem a forte oposição dos religiosos. Cajazeiras já tinha os títulos de “cidade que ensinou a Paraíba a ler” e “terra da cultura”, mas, é assim, na disputa “escolas públicas versus escolas da diocese” que o movimento secundarista é direcionado para o campo ideológico. “Eu vi, no final de 1963, religioso com ódio. Padre que mandava rezar penitência, em confissão, para defender Cajazeiras dos comunistas. Esses que estão agitando os estudantes”, recorda Abdiel de Souza Rolim, 71, à época vice-prefeito e um dos líderes da campanha por escolas públicas.

 

O primeiro colégio estadual de ensino médio é instalado pelo Governo da Paraíba em 64, após o Golpe de 31 de março. Um século depois da fundação do primeiro colégio religioso, estudantes e políticos conseguem romper a exclusividade do ensino médio e da educação diocesana conservadora. “Se esse colégio estadual chegar, o senhor prefere ver fechar o Colégio Diocesano e o Colégio das Dorotéias?”, perguntou uma comissão de beatas a Abdiel, já tachado de “pessoa de esquerda”.

 

Dois anos depois, 1966, a disputa já era das tendências ideológicas pelo predomínio no movimento estudantil e nas instituições de ensino médio: a esquerda no ensino gratuito e a direita cristã nas escolas da diocese. “Estudantes do estadual começaram a fazer oposição à revolução (golpe de 64) e, dentro em pouco, passam a cobrar uma faculdade”, diz Abdiel.

 

Fundada pelo padre Inácio de Souza Rolim, em 1863, em torno do recém criado primeiro colégio do Sertão da Paraíba (antes dele, só o Liceu de João Pessoa), o Diocesano e o seminário acolheram mais adiante o futuro padre Cícero Romão Batista. Ordenado no Seminário de Olinda, Padre Rolim fundou também o Colégio Nossa Senhora de Lourdes. Pela valorização da educação, seria cognominado pelo Imperador Pedro II de “O Anchieta do Norte”.

 

Caracterizada como cidade da instrução, veio com ela a consciência política. No início do século 20, na linha pós-revolução bolchevique de 1917, na Rússia, nasce o Grêmio Artístico Cajazeirense, criado por alfaiates e operários. A Igreja reage fundando o Círculo Operário de Cajazeiras. Jornais surgem com discussões políticas e religiosas. Em 1945, o clero promove passeatas contra a presença de Luiz Carlos Prestes no Senado e de deputados do PCB na Câmara Federal.Da luta nos anos 60, surgem os colégios públicos de nível médio Estadual e Comercial, seguindo-se o Ginásio Ildebrando Duarte, derrubando o monopólio do Diocesano e do Nossa Senhora de Lourdes. A diocese cria a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (Fafic) e os estudantes conseguem uma extensão da UFPB. Hoje, com 58 mil habitantes, Cajazeiras possui cinco faculdades.

Longa espera angustia viúva do soldado Didi

Dona Francisca Soares (Francisquinha), 71, viúva do soldado PMCE Altino Soares, Didi, 43, espera há 35 anos o esclarecimento e uma reparação. Com a morte de Didi, foi morar com a filha em Campina Grande, a 357 km – no bairro da Liberdade -, casou de novo, mas lembra todos os detalhes dos últimos momentos ao lado do marido. Com as pernas amputadas, Didi recebeu os primeiros socorros no Hospital de Cajazeiras. “Ele foi muito perfurado, a bomba tinha muita coisa”.

 

No segundo dia, Didi começa a passar mal e é levado de ambulância a João Pessoa. No quarto dia, sofre uma cirurgia. “Quando acabou, o médico disse que tava infeccionado, não tinha mais jeito. Ele morreu no dia 9 de julho. O intestino infeccionou, foi muito perfurado”.

 

A viúva revela que Didi despertou em Cajazeiras e repetia sem contradições os segundos que antecederam à explosão. “Assisti o depoimento dele (à Polícia Federal, no leito). Ele viu quando entrou um rapaz com uma bolsa nas costas, feito um casaco. De longe (Manuelzinho estava na portaria), não deu para reconhecer”, conta.

 

“O filme era muito ruim. A fita quebrou demais. A bomba ia explodir na hora que acabasse (os 15 minutos de perda da fita fizeram a diferença). O Geraldo Galvão encontrou a bolsa debaixo da cadeira do bispo, e disse: ‘Didi, achei essa bolsa com um gravador dentro’. Quando Didi pegou, Manuelzinho gritou: ‘não mexe que é uma bomba’. Didi foi e soltou, aí explodiu”.

 

A versão faz Francisquinha manter uma desconfiança sobre o ex-recruta do Tiro de Guerra Manuelzinho. “Ele era amigo de Mr. Boyes (padre norte-americano Francis Xavier Boyes), que não gostava do bispo, por ter sido expulso. Com raiva, mandou botar a bomba. Como sabia que era uma bomba?”, indaga. A desconfiança, porém, não se sustenta. Se Manuelzinho tivesse colocado a bomba, iria ficar no local? Foi ele o primeiro a morrer.

“Só sei que daria um filme”

Na edição de 12 de março de 2004, do jornal Gazeta do Alto Piranhas, o historiador e editor José Antônio Albuquerque reproduz um trecho da última entrevista concedida pelo bispo dom Zacarias Rolim de Moura, na qual aborda o atentado. Concedida à jornalista Mariana Moreira, para o jornal A União, de João Pessoa, em 1987, o bispo amplia o mistério das investigações. “É o único depoimento escrito que se conhece de dom Zacarias a respeito do episódio”, diz José Antônio.

 

O bispo morreu em 1992 aos 78 anos.Diz o bispo: “Até hoje permanece um mistério. A Polícia Federal, se descobriu as origens da bomba, naturalmente guardou sigilo. Mas, apareceu aqui um cidadão, o cidadão que colocou aquela bomba. Ouvi dizer que ele pertencia a uma gang de terroristas de São Paulo, que veio para cá naturalmente trabalhar, mas é uma coisa que ninguém sabe ao certo”.

 

Professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (Fafic), o historiador – formado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) – estava no prédio da Ação Católica, a 150 metros de distância do Apolo 11. “Senti o abalo. Quando sai, fui à casa de meu pai e encontrei minha irmã, Aparecida Albuquerque, toda trêmula. Tinha acabado de sair da sessão. Não gostou do filme e saiu antes”, detalha.

 

Sem provas, mas com convicção, José Antônio considera que a bomba do Apolo 11 foi um atentado da direita. “O objetivo era dom Zacarias. O atentado foi de direita para atribuir à esquerda, por isso foi preciso abafar. Matar o bispo da Cajazeiras, conservador e aliado da revolução, serviria para fechar mais o regime”, avalia.

 

Com 15 anos em 1975, a jornalista e professora da Universidade Federal de Campina Grande, Mariana Moreira, recorda que o estrondo levou muitos à rua em pânico. O tio Porcidônio Moreira de Queiroga tinha acabado de assistir a sessão inteira do filme Sublime Renúncia. “Ele tinha mania de ficar na ante-sala vendo cartazes de filmes que iam ser exibidos. Contou que, quando percebeu, estava estatalado na calçada. Foi jogado pelo vácuo da explosão”, retrata.

 

Dia seguinte, o céu de Cajazeiras estava tomado por helicópteros do Exército. “As pessoas murmuravam nas calçadas, cochicho que era logo dissipado com a aproximação dos carros da polícia com sirene ligada”, diz Mariana. O temor era que a cidade pudesse ser ocupada pelo Exército com todas as implicações de uma ocupação militar. “Não se podia falar em bomba. As rádios só noticiavam o estado das vítimas”.

 

Na entrevista de 1987, Mariana ouviu dom Zacarias admitir que “o alvo pode ter sido a diocese ou a Igreja”. Em uma frase, o bispo aparenta saber mais do que falou: “Na verdade, a única coisa que sei da bomba é que ela daria um filme”. Ele que era um aficionado por cinema.

Reportagem de Ayrton Maciel publicada na edição de 01/05/11 no Jornal do Commercio de Pernambuco.

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