Sulfato de peido

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Aquele barbeiro era o maior fofoqueiro de Cajazeiras na década de 60. Ninguém escapava da sua língua. Bastava mijar fora do caco para merecer dele as mais diversas qualificações.

Um agente fiscal do Estado cortava o cabelo na sua barbearia em 1962, um janeiro sem nuvens no céu e de sol abrasador. De repente, alguém achou de falar em um desafeto do barbeiro.

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“Aquilo é pior do que sulfato de peido”, esbravejou o barbeiro, entre uma tesourada e outra.

“Que diabo é isso?”, quis saber o agente fiscal.

E o barbeiro sem se fazer de rogado: “É aquele pozinho escuro que fica entre o cu e a cueca…”

DO LIVRO FUTRICAS & FOFOCAS DE POLÍTICOS PARAIBANOS
ELIANE BANDEIRA

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