Cajazeiras-PB, 12/12/2017
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Sudene: III Fórum Nordeste 2030 em Sergipe

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Planejamento, infraestrutura e educação são a base para o desenvolvimento regional. A constatação foi feita durante o III Fórum Nordeste 2030 – Visão Estratégica de Longo Prazo – Sergipe, o Nordeste que deu Certo, realizado dia 24 em Aracaju (SE) e promovido pela Sudene.

Em seu discurso de abertura, o superintendente da Sudene, Luiz Gonzaga Paes Landim, afirmou que não haverá um planejamento consequente no País sem a revitalização e fortalecimento das instituições regionais de desenvolvimento. Pra ele, a questão regional é estratégica devido ao seu papel integrador e fundamental para a construção de um país mais homogêneo e menos desigual. “Não há como mudar as estruturas arcaicas e economicamente concentradas do Nordeste, senão tendo como ponto de partida um projeto nacional de desenvolvimento onde a Sudene participe efetivamente das grandes decisões econômico-finaceiras do país, como foi em passado recente”. Enfatizou.

Paes Landim defende uma mobilização em prol do desenvolvimento regional e exemplifica que em países desenvolvidos da Europa as regiões são consideradas elementos ativos nesse processo, enquanto o Brasil “contraria” essas nações ao tratar a questão regional de “maneira preconceituosa e distorcida”. Na visão do superintendente da Sudene, a mobilização das classes política e empresarial de Sergipe, com foco na retomada do planejamento proporcionou ao Estado um bom desempenho em relação aos indicadores socioeconômicos, que apresenta hoje o maior PIB per capita do Nordeste.

O investimento em infraestrutura foi apontado, durante o Fórum, como ponto crucial para tornar a economia competitiva e alavancar o desenvolvimento regional. A gerente Executiva de infraestrutura da CNI, Ilana Ferreira, fez uma explanação sobre projeto Nordeste Competitivo, elaborado pela Confederação, que aponta a necessidade de ampliar os recursos voltados para os projetos estruturantes. Ela informou que apesar de programas como o PAC, o aumento da oferta de infraestrutura tem sido inferior ao crescimento da demanda.

O economista chefe do Banco Mundial em Washington/USA para a América Lantina, Otaviano Canuto, reforçou que é preciso investir em infraestrutura para aumentar a produtividade. Em sua palestra sobre “Uma agenda de desenvolvimento para o Nordeste”, Canuto elencou quatro pontos relevantes para alavancar o desenvolvimento – priorizar a infraestrutura; tornar o ambiente de negócio favorável ao rever os processos de gestão, administrativos e democráticos; equilibrar os gastos públicos e aumentar a qualidade da educação básica.

Na palestra “Sergipe: o Nordeste que deu certo”, proferida pelo secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Saumíneo Nascimento, foram apresentados dados sobre o crescimento médio anual do Estado superior ao do Nordeste e do Brasil; a redução da mortalidade infantil e da pobreza extrema; a queda no analfabetismo; o aumento na geração de emprego e nos investimentos em Ciência e Tecnologia, que na última década cresceram 36,8%. Foram apresentados, ainda, os principais projetos estratégicos do Estado e o aumento na capacidade de atração de empreendimentos. Segundo Saumíneo, os instrumentos de ação da Sudene, como o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e os incentivos fiscais foram decisivos na implantação desses empreendimentos.

O governador de Sergipe, Jackson Barreto, prestigiou o evento e afirmou que a atração de investidores foi fundamental para o bom desempenho que o Estado vem apresentando nos últimos anos. Reforçou, ainda, que a aplicação de recursos em educação, especialmente em ensino profissionalizante, foi uma das apostas decisivas feitas pelo Estado. Para concluir, agradeceu a Sudene pelo apoio, disse que lutou muito pelo retorno da autarquia e citou Celso Furtado ao afirmar que compartilha do sonho de transformar a Região Nordeste em uma Região desenvolvida.

O NORDESTE

SOBRE Christiano Moura

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