Cajazeiras-PB, 20/10/2017

Senador Raimundo Lira defende ampliação da Transposição para o Vale do Piancó

LIRA-TRIBUNA

O senador Raimundo Lira (PMDB) subiu a Tribuna do Plenário do Senado para definir as diretrizes de sua linha de trabalho à frente da Comissão Temporária para acompanhamento das obras de transposição de águas no Rio São Francisco, da qual foi eleito presidente esta semana.

É uma reivindicação histórica do povo nordestino. É a iniciativa mais relevante do Governo Federal inserida na política nacional de recursos hídricos. Em tal contexto, esta Casa da Federação deve assegurar o cumprimento de uma de suas principais competências previstas pela Constituição: a atividade fiscalizatória, justificou o senador paraibano, quanto à retomada dos trabalhos da comissão.

Ao meu Estado da Paraíba interessa, sobremaneira, a construção do sistema adutor Piancó, no eixo norte das obras. Essa iniciativa é fundamental para garantir a capacidade de armazenamento do sistema de reservatórios Coremas/Mãe d’água, afirmou o parlamentar.

Conforme assinalou Lira, está definido que o eixo norte atenderá a 55 municípios paraibanos, enquanto o eixo leste atenderá 72 municípios. Contudo, uma terceira entrada integrando o eixo norte à cabeceira do rio Piancó é vital para maximizar o uso do sistema Coremas/Mãe d’água.

Esse sistema, segundo ele, possui a maior acumulação de águas da Paraíba, mas enfrenta dificuldades sempre quando ocorrem períodos de estiagem. Os 18 municípios circunvizinhos que compõem o Vale do Piancó formam, de acordo com o IBGE, uma área metropolitana. A atividade econômica da região se apoia basicamente na agricultura, pecuária e no turismo comercial, setores cujo desenvolvimento deverá se impulsionar com as condições geradas pelo ramal do Piancó.

Raimundo Lira lembrou que a região Nordeste possui 28% da população brasileira, mas apenas 3% da disponibilidade de água. O empreendimento executa 622 km de obra linear, dispostos em dois eixos de transferência de água: o canal Norte, que se estende por 400 km; e o Leste, de 222 km.

O projeto engloba, ainda, a construção de quatro tuneis, 14 aquedutos, nove estações de bombeamento e 27 reservatórios. O projeto ambiciona garantir a segurança hídrica de uma população de 12 milhões de pessoas, em 390 municípios do agreste e do sertão dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

O ministro Gilberto Occhi, da Integração Nacional, estima que a obra estará concluída em setembro de 2016.

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