Cajazeiras-PB, 11/12/2017
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[REUDESMAN LOPES] Sessentão

Neste sábado, 28 de fevereiro, estarei completando 60 anos de idade e, neste momento, valho-me da grandeza e do poder de fé em Deus que sempre cultivo para agradecer-lhe por tudo que passamos ao longo destes anos, bem vividos, dedicados ao poder da oração que me fortalece a cada instante, a vivência ao lado da família, familiares e amigos.

Afirmo e agradeço a Deus por chegar “inteiro” aos 60, com saúde, paz e sucesso junto a esposa, filhas, filho, neto, genros e nora, realizado profissionalmente. Faço aqui uma rápida prestação de contas dos degraus que fomos subindo, um a um, sem machucar nenhum ser humano e sem passar por cima de ninguém. Tudo fruto da nossa dedicação e do empenho naquilo que traçamos como meta na vida que é o de servir.

Tenho dito, poucos foram aqueles que tiveram uma infância como nós, os meninos da praça do espinho, que travavam na bola lá no campinho do Dom Moisés Coelho uma pelada daquelas e que na fases invernosas estavam a construir os “açudes” nas proximidades do bueiro da praça do espinho, eita que coisa boa. Depois, começou a fase da “responsabilidade” de estudar, aprender, momentos fenomenais de ter Dona Zefinha Ricarte e Dona Carmelita como nossas condutoras deste processo lá no Instituto Santa Terezinha e na Escola Nossa Senhora do Carmo, mas, não posso me esquecer da minha professora, Dona Eldir Moreira, elegante, inspirava-nos a beleza das primeiras letras e dos primeiros números.

O tempo voa, isso todos nós sabemos e, lá estava eu, sentado em um dos bancos escolares do “famoso” e “histórico” Colégio Diocesano Padre Rolim, iniciando o ginasial, em seguida fomos para o Colégio Estadual onde concluímos esta fase e com certeza iniciei naquele instante observando a competência, dedicação e zelo do mestre professor Francisco Marcos Pereira o caminho para a minha realização profissional, ser um professor de Educação Física, tendo este como um modelo a ser seguido. Naquele tempo, podia-se fugir de Matemática, Química, Física e Biologia, fugi, optei pelo Clássico e o conclui.

Vem o vestibular, mas, o sonho do curso de Educação Física não se realiza, momentaneamente, família pobre, sem condições de pagar uma Faculdade particular a opção foi pelo curso de Economia na UFCG e nele cursei quatro períodos, isso até quando a FAFIC fora incorporada pela UFPB e ai já tinha condições de pagar uma faculdade particular, minha mãe, Nazaré Lopes, passava a ser “federal” e assim custear os nossos estudos e de pronto ela mandou esse recado: “pago”.

Começava o caminho para o ser professor de Educação Física. Fui para o IPÊ, hoje UNIPÊ, um sonho. Com dois anos a UFPB abre o curso de Educação Física e lá vou eu, na segunda turma e saindo graduado em Licenciatura Plena em Educação Física no meio do ano de 1980.

Já noivo de dona Edinilza, após longos 9 anos entre namoro e noivado, nos casamos. Deste casamento nasceram Maíra, Maitê e Marcel, como digo, três presentes de Deus. Fomos professor no Colégio Estadual de Cajazeiras, Colégio Nossa Senhora de Lourdes, Colégio Diocesano Padre Rolim, Escola Municipal Coriolano Neto em Divinopólis, Escola Cecília Meireles, Escola Vitória Bezerra e hoje estamos na Universidade Federal de Campina Grande no Centro de Formação de Professores de Cajazeiras na Escola Técnica de Saúde de Cajazeiras.

Ocupamos o cargo de coordenador regional de Educação Física pela nona regional de Educação a convite do Monsenhor Gualberto, coordenador de Educação Física do Município de Cajazeiras e coordenador de eventos da Prefeitura Municipal de Cajazeiras na época do Prefeito José Nello Zerinho Rodrigues. Rotariano, membro do Rotary Club de Cajazeiras, fomos presidente no ano rotário 2009 – 2010 e Assistente do Governador desta área 2011 – 2012.

No futebol, presidente da Liga Cajazeirense de Desportos de 1982 a 1985 quando fizemos a oficialização desta perante a Federação Paraibana de Futebol, com direito a voto. Preparador Físico do primeiro time do Atlético quando este chegava ao futebol profissional na Paraíba e treinador deste em 2000 – 2001. Treinador e preparador físico do Duque de Caxias de Cajazeiras. Árbitro do futebol amador e bandeirinha no profissional.

Na imprensa esportiva iniciamos como plantonista esportivo, levados para um teste pelo primo Jiquiri, na Rádio Arapuan em João Pessoa, a seguir estivemos comandando programas esportivos na Difusora Rádio Cajazeiras, Rádio Oeste da Paraíba e na Rádio Alto Piranhas onde estamos a mais de 10 anos. Atualmente apresentamos pela TV Diário do Sertão, o Diário Esportivo que é exibido na segunda feira a partir das 19 horas.

Sem este time, não sei seria possível a confirmação destas vitórias: meus pais, Osmídio e Nazaré Lopes, meus irmãos: Nenem, Darlan, Darlene, Heló, Suelene e Joaquim, minha esposa, Edinilza, meus filhos, Maíra, Maitê e Marcel, meus inesquecíveis amigos, Francisco Alves da Silva (Pina), Antonio Pereira de Sousa Neto (Toinho), Dr. Ruberval Farias, bem como todos aqueles da praça do espinho. Obrigado Deus por chegar sessentão sonhando ainda mais com a família, familiares, amigos e, com a minha amada Cajazeiras.

SOBRE REUDESMAN LOPES

REUDESMAN LOPES

Professor de Educação Física e escritor. Autor dos livros “História do Futebol de Cajazeiras” e “Nazareth Lopes – Uma Vida de Ensinamentos”

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