Raimundo Limeira: sinônimo de bom comerciante


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Raimundo Limeira Gomes nasceu no sítio Arara, no município de Cajazeiras, onde viveu até a sua adolescência com seus pais a trabalhar na roça, alugado por diárias. Decidiu morar na cidade e, com o dinheiro que conseguira no seu trabalho, colocou uma bodega no centro, abrindo suas portas no dia 18 de outubro de 1948 – a sua bodega foi instalada no mesmo local onde hoje se encontra sua grande loja de material de construção, à Rua Bonifácio Moura, no centro de Cajazeiras.

O comerciante faz questão de dizer que começou vendendo cereais, pão, cocada e cachaça no copo para alguns amigos e transeuntes que, por ventura, aparecesse no local. Sua clientela era quase toda da zona rural, principalmente do seu sítio, onde, aproveitando a feira do sábado, vinham fazer suas compras no referido comércio. Pouco tempo depois, e a pedidos dos amigos e clientes, Seu Raimundo foi diversificando seus produtos, colocando material elétrico e de construção como incremento, também, no seu faturamento.

O espaço estava ficado pequeno e ele precisava focar no que lhe dava mais retorno financeiro, foi então que, em 1965, mudou, definitivamente, para o ramo de material de construção, e já ocupava também o prédio vizinho ao seu, dando, assim, um grande salto para se tornar a maior loja do segmento da época. Seu Raimundo ainda conserva os nomes das pessoas que lhe compravam desde a bodega, sabe de cor quem foi o primeiro cliente e o que ele comprou.

Raimundo Limeira foi reconhecido pelo FISCO Estadual como um dos empresários mais regulares em seus impostos, mesmo sendo perseguido e explorado pelo governo, no começo da década de 1980, o que lhe fez ficar desgostoso como o comércio e quase parava de negociar.

“A vida de empresário, na verdade, não era nada fácil, principalmente num país em que a economia oscilava muito e a gente era muito perseguido pelo governo, como ainda somos, então tínhamos que ter um grande jogo de cintura para poder sobreviver e perder pouco”, afirmou ao programa Mensagem Empresarial.

Raimundo Limeira faleceu no Hospital Regional de Cajazeiras, após sofrer insuficiência respiratória e choque séptico, aos 90 anos, em janeiro de 2016. Era casado com Emília Duarte Limeira e pai de cinco filhos: Maria de Fátima, Lúcia, Emílton, Maria das Graças e Elizabete.

COM INFORMAÇÕES DO GAZETA DO ALTO PIRANHAS E DO LIVRO MENSAGEM EMPRESARIAL

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