Cajazeiras-PB, 18/11/2017
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[RAFAEL HOLANDA] O mundo divino

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O mundo que esperamos encontrar é de santidade e fulgor, sendo necessário alcançá-lo, se obtenha os tributos divinos que são pequenas ações que clareiam a escuridão e abrem-se portas sem chaves.

Este mundo divino é uma manifestação de luzes; portanto o homem não precisa de iluminação. É um mundo de amor e repleto de perfeições e virtudes adquiridas pelo passar da pequena faixa terrena.

A generosidade de Deus permite que todos nós possamos penetrar pela porta da frente apenas alguns segundos antes da morte, pois Jesus disse: Aqueles que se lembrarem de mim na hora da morte virá a mim.

O destino de quem está morrendo é regido de fato por aquilo que ocupa a mente, portanto é necessário que possamos está sempre ligado no Senhor da vida e morte o tempo todo. Devemos lembrar que toda riqueza do outro mundo passa pela proximidade de Deus, ninguém chega ao seu final sem antes ouvir o grande livro da sua conturbada história.

O nosso corpo necessita de alimento e calor, sono e exercício, espírito também necessita de atenção e cuidados, para que desenvolva o seu potencial. O espírito representa a essência singular do que somos; é nele que reside a capacidade de vivenciar a felicidade verdadeira e todo sentido da vida. Na morte o corpo é sepultado e o espírito segue o seu destino para a partir deste instante abrir mais uma parte do capitulo chamado vida.

O homem puro poderá afirmar com certeza: Onde encontrares força, beleza ou poder espiritual, podes ter a certeza de que surgiram de uma fagulha da minha essência. O verdadeiro homem não se define por esta estrutura de moléculas que se diluem após a morte, seu espírito o eleva acima do resto da criação.

O espírito é sinal de Deus, por ser na realidade a primeira entre as coisas criadas. Trata-se na realidade uma jóia celeste, cujo mistério nenhuma mente, por mais aguda que seja é capaz de desvendar.

O espírito de fato é fermento do mundo, assim como o pão necessita de fermento para crescer, o cuidado especial para com a nossa intimidade, nos permite não chegar a ser santo, mas se aproximar da santidade.

O nosso desejo de alcançar a plenitude faz com que possamos reconhecer as nossas fraquezas e nos concentrarmos em busca a verdade, para que possamos nos libertar da prisão material e das algemas nos prendem ao mundo material.

O nosso Deus não morre à medida que nos afastamos de sua bondade; somos nós que de forma paulatina morremos, pois a luz que aquece e conforta perde a sua potencialidade e nos perdemos no frio por alguma razão.

Devemos de forma rotineira dizer e pensar tudo e ficar em harmonia com os princípios básicos que nos cercam, para se aproximar de Deus não é subir ou descer uma escada, mas com as ações e atos escapar da prisão da existência.

O mundo do outro lado se complementa com os nossos mais simples deveres: que ninguém despreze outras pessoas em nenhuma ocasião. Que ninguém mantenha na sua intimidade o ódio ou antipatia.

Que tenha no coração o amor incondicional por todo mundo, em toda altura, profundidade e largura, amor que se expande e não sofre.

SOBRE RAFAEL HOLANDA

RAFAEL HOLANDA

Médico e escritor. Reside em Campina Grande-PB.

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