Cajazeiras-PB, 20/10/2017

Professores do campus da UFCG em Cajazeiras permanecem em greve

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A greve dos professores do Campus da UFCG de Cajazeiras já dura 39 dias. Apesar da paralisação dos professores universitários federais ter sido deflagrada em nível nacional no dia 28 de maio, os docentes do campus local decidiram aderir ao movimento paredista somente no dia 08 de junho.

Em função da greve dos professores e técnicos administrativos, milhares de estudantes universitários estão sem aula na principal universidade pública de Cajazeiras, que conta com estudantes de todos os municípios da região e de outros estados, principais Ceará e Rio Grande do Norte.

A instituição tem cursos na área de saúde, com os cursos de medicina e enfermagem, e também é um Centro de Formação de Professores, com licenciaturas em geografia, história, ciências biológicas, física, química, matemática, pedagogia e letras.

Os professores reivindicam uma política salarial permanente, com correção das distorções e reposição das perdas inflacionárias; índice linear de 27,3%; data-base em 1º de maio; paridade salarial entre ativos e aposentados; combate a todas as formas de privatização e regulamentação da jornada de trabalho para o máximo de 30 horas para o serviço público, sem redução salarial, retirada dos projetos do Congresso Nacional que atacam os direitos dos servidores públicos.

Marcha a Brasília – As entidades que compõem o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (SPF) em greve realizam, na próxima quarta-feira, dia 22, uma Marcha a Brasília para pressionar o governo por negociações efetivas da pauta unificada protocolada pelo Fórum dos SPF. A expectativa é reunir cerca de 5 mil manifestantes na Esplanada dos Ministérios, na Capital Federal.

Na última audiência entre o Fórum dos SPF e o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Sérgio Mendonça, o representante do governo insistiu na proposta de reajuste parcelado, em quatro anos, que desconsidera as reivindicações apresentadas. Diante da recusa dos servidores e pressão da categoria, Mendonça se comprometeu em agendar nova reunião até o dia 21 de julho, para apresentar uma proposta aos SPF.

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