Cajazeiras-PB, 13/12/2017
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Professora é expulsa do MP por promotora e caso vai parar delegacia

mp-delega
A professora e coordenadora do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CRAM), Suzane Alves da Silva, Lêide Gomes Pereira denunciou nessa quarta-feira (13), a promotora recém-chegada a Cajazeiras, Flávia Cesarino. O CRAM pertence a Secretaria Municipal da Mulher de Cajazeiras.
Segundo a coordenadora, precisou ir até o Ministério Público acompanhar uma mulher, onde precisou falar com Flávia Cesarino e não foi bem atendida pelo funcionário do Órgão, identificado por “Braz”.
Lêide disse que comentou o fato com a promotora, sendo o suficiente para que a mesma se alterasse, gritasse na sala e pedisse a um segurança do Ministério Público que retirasse a coordenadora do seu gabinete.
“Ela gritou e disse que no funcionário do Ministério Público ela mandava, e mandou um segurança me tirar do local. Foi muito humilhante”. Declarou Lêide.
A coordenadora lamentou porque as mulheres que estavam sendo acompanhadas ficaram constrangidas com a atitude da promotora. “A promotora agiu de forma arbitrária e eu fiquei pensando se as mulheres tivessem sozinhas como elas seriam atendidas?”
Secretaria
A secretária da Mulher, Andréa Coutinho (PSB) foi até a delegacia de Polícia Civil nesta quinta-feira (14), para denunciar o caso, pois segundo ela, não admite que uma mulher no exercício da função seja destratada dentro do Ministério Público.
“Não admito que isto aconteça, pois as conquistas das mulheres são resultados de muitas lutas, e não será uma pessoa desequilibrada que vai derrubar nosso trabalho em Cajazeiras”. Disse a socialista.
Andréa informou que está articulando os movimentos populares de apoio às mulheres, o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), a Secretaria de Diversidade Humana da Paraíba, O Conselho Nacional dos Direitos Humanos e a Rede de Apoio a Mulher para que fatos desta natureza não voltem a acontecer no município.
“A nossa funcionária estava acompanhando uma vítima de violência que está tentando proteger suas filhas menores de idade e passou uma aflição enorme com a atuação dessa promotora”. Denunciou Andréa.
A Secretária disse que vai exigir do Ministério Público que a promotora se retrate com a funcionária da prefeitura e principalmente com a vítima, que foi para solucionar um problema e saiu com dois.
“Fico imaginando essas pessoas indo sozinhas ao Ministério Público como são tratadas, pois a coordenadora do CRAM bateu na porta de quarto promotores e ainda teve esse tipo de atendimento” Lamentou Andréa.
O outro lado
A reportagem tentou ouvir a promotora Ana Graziele, porém foi informada que a mesma não estava no Ministério Público, e segundo o atendente, os servidores não têm autorização para fornecer números de telefones pessoais das autoridades.
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