Cajazeiras-PB, 17/12/2017
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Prefeito de Cajazeiras e advogada trocam farpas em grupo de WhatsApp

O movimentado grupo de WhatsApp “Jornalismo Cajazeiras” pegou fogo na noite desta terça, 21, quando o prefeito de Cajazeiras José Aldemir Meireles (PP) provocou a advogada Catharine Rolim Nogueira, dizendo que a mesma tinha que estar presa: “Vcs não acham que Catharina tinha que se preocupar com os telefones que foram por ela levados pra os presidiários no presídio em Cajazeiras onde já  deveria ter ficado até porque lá deve ser o habitat dela.”

De imediato e com firmeza, a advogada cajazeirense levou o prefeito às cordas: “Como Vossa Excelência não tem um pingo de compaixão. Acaba de perder seu pai é mesmo assim sequer deixa de agredir as pessoas. Pois até hoje sinto a dor da perda do meu pai. E vou lhe dizer mais: pare de me perseguir porque tenho fotos e vídeos. Não sou outras pessoas que Vossa Excelência acha que pode ganhar no grito. Seja feliz, querido! Não fui julgada, sequer denunciada. Uma grande oportunidade para Vossa Excelência me indenizar. Está reescrevendo a Bíblia. Só pode…”

Não satisfeito, o prefeito Zé Aldemir ainda cutucou: “Publique querida o que vc tiver. Não adianta ameaçar. Porque vc não  se lembrou da honradez de seu PAI qdo vc levou os celulares pra o presídio? Seja sensata. Honre a Honradez de seu pai. A do meu tô honrando com dignidade.”

Sem pestanejar, a advogada Catharine Rolim acunhou: “Eu nunca sequer troquei palavras com Vossa Excelência, nunca tive contato além de uma sala de audiências, quando pedi algumas providências por condutas processuais suas que aqui não cabem. Detesto esse tipo de debate. Quanto à minha vida, Dr. José Aldemir, cuido eu, não lhe interessa. Cuide da sua, respeite sua casa s honre sua esposa. Até agora não estou entendendo sua agressão gratuita a minha pessoa. O que eu, uma mulher já condenada, segundo o senhor, por levar celulares para presos, posso lhe ofender tanto? Vamos descobrir, né? Acho que o senhor podia estar cumprindo com suas obrigações e deixando minha vida em paz. Como já disse e não é ameaça, preciso me proteger da sua perseguição e tenho provas. Não lhe desejo mal, lhe desejo saúde e que seja realmente feliz.”

Atordoado, o prefeito tentou justificar o ‘amável’ diálogo: “Amiga estou apenas usando o princípio do contraditório. Vc de forma sutil já me agrediu tanto atendendo o Ego do seu patrão bandido que nem precisa falar que tu sabe quem é. Basta tu se lembrar em dois processos quem está condenado a 16 anos de prisão e quem recebeu a Polícia Federal em casa.”

SOBRE Christiano Moura

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