Cajazeiras-PB, 18/11/2017
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‘Padim’ Waldemar Matias Rolim

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Sítio Melão, Baixio – CE, 5 de Abril de 1921, nasce Waldemar, o primeiro filho varão do casal Matias Duarte Passos e Angelina Duarte Rolim. Matias, polivalente, era proprietário rural, professor primário, agroindustrial no beneficiamento de algodão e juiz de paz, nomeado que fora pelo governador cearense José Accioly. Angelina, de prendas domésticas, era cajazeirense, filha de José Joaquim de Souza Rolim e neta de Joaquim de Souza Rolim, irmão do Padre mestre Inácio de Souza Rolim.

Aos 4 anos de idade, em 1925, Waldemar perde o pai e com ele as boas perspectivas de infância, que foi passada no sítio Melão, só interrompida no período passado em Cajazeiras para ter acesso às primeiras letras. Após uma meninice de tempos duros, trabalho braçal na agricultura e rédea curta na educação enérgica da viúva Dusanjo (como era chamada Angelina), em 1947 estabeleceu-se com uma mercearia em Cajazeiras, na rua da Tamarina, empreendimento fruto de economias de toda infância e juventude. No mesmo ano conheceu Maria Augusta de Souza com quem veio a contrair núpcias Em 1948.

A união gerou cinco filhos: Waltemar, Vilmar, Vilzimar, Valiomar e Waldemar Filho; que, por sua vez, frutificou em seis netos: João Paulo, Vicente, Danielly, Galba, Vanessa e Ana Beatriz; e três bisnetas: Maê Vitória, Maria Fernanda e Karina.

Com os irmãos Francisco e Matias (in memorian) fundou, em 1949 o Armazém São Paulo, sociedade em que permaneceu até 1958 quando fundou, em firma individual, o Armazém Potiguar que, pouco tempo depois, mudou o nome fantasia para Armazém das Fábricas, marca com que permanece até os presentes dias.

No curso da sexta década de presença no comércio cajazeirense, orgulha-se de, nesses 54 anos de atividade, ter participado da construção da cidade, do desenvolvimento do seu povo e da modernização de suas relações sociais. Sente-se agraciado quando vê hoje, entre seus ex-funcionários, empresários, políticos e profissionais liberais de grande expressão na região nordestina.

Hoje, ao olhar para trás, revê os momentos que não pôde aprisionar, é como se tudo fosse ontem. Os primórdios do comércio especializado em tecidos, as inovações no mostruário das mercadorias, as grandes promoções, a citação na Rádio Bandeirantes de São Paulo (pelo locutor Amorim Filho, o Mano Velho) de que teria sido o pioneiro no Nordeste a colocar uma emissora de rádio dentro da loja, orgulha-se e lembra-se com saudade.

Olha para frente e vê os filhos, todos com graduação universitária. Vários, apesar do contraste com a formação acadêmica que escolheram, seguem seus passos. Apõem sua presença, através de empreendimentos, no cenário empresarial das mais importantes cidades do interior da Paraíba e capitais nordestinas como João Pessoa, Recife e Natal. Olha para os netos, os que têm idade cursam universidade, são estudantes de engenharia civil, medicina, direito, odontologia e computação. Até já tem uma bisneta, apesar da pouca pressa dos filhos. Parece que tudo foi ontem, olha e vislumbra os momentos e fatos em que se embaralharam seus dias e vê tudo como se fosse agora.

Agradece a Deus, orgulha-se e sente que abriu uma estrada. Sabe que por ela muitos passaram para chegar a melhores dias e, mesmo que passe sua vez, continuará pavimentada, servindo de guia para que muitos mais ainda por ela passem, à procura das terras de Canaã.

Está consciente de que sua passagem nesse mundo tem sido positiva. Divide o pão dessa ceia de jubileu entre todos os seus e os não seus, assim como dividiu todos os momentos de sua vida. À família, aos amigos, aos conterrâneos, aos contemporâneos, a todos, dedica a luta de uma vida em que espera ter muito mais ainda para dar.

POR VALIOMAR ROLIM PARA O GAZETA DO ALTO PIRANHAS

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