Cajazeiras-PB, 16/12/2017
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Os ecoxiitas e a bandeira vermelha

Agora a pouco, existe uma grita geral, branco, preto, pobre, rico; quando da chegada das contas de Energia elétrica. A minha “somente subiu 25%”, e há casos de mais de 100 por cento. Apareceu mais uma novidade a Bandeira vermelha 2, que pelo fato de se ter de ligarem termoelétricas para suprir o deficitário sistema do Rio São Francisco (ainda sem transposição), para evitar o colapso no abastecimento do Nordeste, essas foram acionadas, e a conta foi (naturalmente anabolizada), colocada mais uma vez nas costas do consumidor. Gregos e troianos, arquibaldos e geraldinos, todo mundo sentiu e está (coberto de razão), a reclamar, pois os salários não subiram, o consumo continua em baixa, os lucros quase inexistentes, o orçamento bastante apertado, recebe mais fardo para carregar.

Tudo bem, seria se por exemplo, a transposição saísse para nossa Cajazeiras, e nossa região como um todo, mas a única notícia que vemos é o anúncio de sucessivos adiamentos, tantos que nem anunciam mais.

Agora, há menos de 2.000 km dessa situação caótica, existe uma hidrelétrica, e não qualquer uma, a segunda maior do Brasil, chamada de Belo Monte, que finalmente se resolveu acionar duas das suas 22 turbinas. Se funcionando, traria segurança energética para nada menos de 20.000.000 de habitantes.

Agora por que não se aciona esse gigante de nossa engenharia? Para que se tenham preservados os direitos de 500 índios, 2.000 oleiros artesanais, e 500 proprietários de terras, em detrimento de vinte milhões de habitantes que, pelo menos em tese deveriam ter os mesmos direitos.

Agora, segundo Madonna, Jonhy Deep, Naomi Campbell, o pessoal do Greenpeace, mais um monte de gente formadora de opinião, esses poucos tem que ser defendidos, e os milhões de prejudicados tem que arcar com a conta. Enquanto isso, essas estrelas mundiais voltam para seus países para usufruir da energia barata gerada por usinas atômicas enquanto os manés daqui de baixo não podem prejudicar esses semideuses, que por tetem direitos tão maiores que os dos mortais comuns, que são obrigados a se virar com a sobretaxa da energia que se sobrepõe à seca. Quem tem couro de rinoceronte (como nós nordestinos) se vira com tudo.

Mas esses que têm interesses egoístas e não veem o problema como um todo, pode-se argumentar que aquela hidrelétrica se situa a uma grande distância de nós abastecidos pela CHESF, mas essa a funcionar, liberaria por exemplo a usina de Tucuruí, para fornecer para nós o excedente. Mas tem os direitos dos prejudicados, e também a área a ser inundada, – ínfima em relação a famosa Hileia Brasileira, a maior floresta tropical do mundo, inferior apenas a da Taiga. Completamente impossível de realocar esse pessal em tão restrita área.

Interessante que as bandeiras vermelhas são justamente as portadas pelos quem defendem esses privilégios; bem que esses poderiam arcar com essa sobretaxa, cuja cor carregam em suas flâmulas, mas nesses momentos, essa galera não aparece. Sua especialidade é criar problema e não oferecer solução até que esse se torne gravíssimo, como é o caso recente.

Fico pensando num caso contado por Dr. Sabino, que formava a época de ouro do Hospital regional; chegou uma criança necessitando de uma transfusão de sangue, e quando se foi saber que se tratava de uma Testemunha de Jeová, ela já havia recebido a transfusão e com sua vida preservada.

Se fosse hoje, e com os “direitos”, assegurados pala Constituição, muito provavelmente poderia o estado dessa paciente evoluído a óbito…

Na maioria dos casos, a gente tem que atentar PARA OS DIREITOS DA MAIORIA. O que se faz hoje, é ficar discutindo o sexo dos anjos, sem se atentar para os tsunamis que estão a ser formados. Depois,  só depois, é que por inexistir outra solução, se toma a decisão correta.

SOBRE PEPÉ PIRES FERREIRA

PEPÉ PIRES FERREIRA

Engenheiro mecânico e advogado.

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