Cajazeiras-PB, 18/11/2017
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O que já era ruim, ficou péssimo

A Confederação Brasileira de Futebol que não está nem ai para os campeonatos estaduais, principalmente aqui no nordeste, neste momento deu mais uma “porrada” para minar cada vez mais estas competições que são para muitos clubes o seu único campeonato em uma temporada, isso quando não desce para a segunda divisão do seu estado.

Divulgou que as Federações a exemplo da Paraíba, terão apenas 13 datas para realizar o seu campeonato. Pois bem, já para tentar arrumar como fazer o nosso paraibano em 2018, a Federação Paraibana de Futebol, através do seu presidente Amadeu Rodrigues, que, diga-se, tem se apresentado com a mesma filosofia da CBF, ou seja, encurtar cada vez mais datas e clubes nestas competições, convocou uma reunião para iniciar conversações com relação ao Campeonato Paraibano 2018, sem saber o que estaria ainda por vir, FPF e dirigentes de clubes do futebol paraibano estavam a trabalhar com 18 datas e, pasmem meus caros leitores, muitas discussões, conflitos, naquela história que já estamos acostumados dos nossos homens que fazem o futebol, “cada um puxa a coberta para se cobrir de forma confortável” os outros que se danem, assim é o nosso pobre e falido futebol paraibano, entra ano sai ano.

Como era de se esperar, alguns clubes ao saber da “porrada” que veio por parte da CBF, já estão a se manifestar de forma dura e contundente, falo do Sousa que através do seu presidente Aldeone Abrantes que já havia se manifestado contra algumas “coisas” que havia acontecido na reunião da semana que passou, e, pelo que li, fala de “arrumação” para beneficiar alguém que não entendi quem.

Desta vez, Aldeone fala em boicote ao arbitral e principalmente em descumprir o que manda a CBF e nesse entendimento é acompanhado pelo Campinense clube. O que sei é que, aquilo que já era ruim (18 datas), ficou ainda pior (13 datas) para o futebol paraibano, isso se a FPF bater o martelo, o que acho que vai acontecer já que Amadeu sonha em diminuir clubes e datas do paraibano e que por mais que ele defenda a sua tese, particularmente nunca posso entender que um presidente de uma Federação de Futebol trabalhe contra os seus próprios filiados.

Na verdade, muitos acontecimentos, digo muitos capítulos ainda estão por vir desta novela CBF, FPF, Clubes do futebol paraibano. Esperemos para ver o final, torcendo para que este seja feliz para o futebol da Paraíba.

 

Naça campeão – O Nacional de Patos que havia vencido o primeiro jogo da final pelo placar de 2 a 0 no José Cavalcante na Morada do Sol, perdeu em Guarabira para a Desportiva pelo mesmo placar. Assim, empatados nos resultados em Patos e Guarabira, o título da segunda divisão do paraibano foi decidido nas penalidades e vencido pelo Canário do Sertão, 4 a 2. Com este título o futebol patoense passa a ser o que mais venceu a segunda divisão, agora são tetra campeões. Na fala final, Marcos Nascimento treinador do Naça disse que seria injusto se o seu time não ficasse com a taça de campeão.

O 10 voltou – Quem está de volta ao Mais Querido do Sertão é o camisa 10 dos mais famosos do Atlético, Cleitinho. Lembro que quando ele chegou pela primeira vez como o homem de armação de jogadas do Trovão Azul do Sertão, imprensa e torcedores ficaram desconfiados, entretanto, logo no primeiro treino coletivo ele mostrou ser aquele jogador que o Atlético estava buscando desde os tempos de Chororó. Fez sucesso e seu nome passou a ser obrigação a todas as formações de grupos de jogadores para as temporadas do futebol. Depois de passagens por vários clubes, Cleitinho está de volta e com muito prestígio junto ao clube e aos torcedores atleticano.

 

BOLA DENTRO – Para a diretoria do Mais Querido do Sertão quanto à contratação de Cleitinho. Verdadeiramente ele é um jogador que todo time gostaria de tê-lo. Um camisa 10 que hoje no futebol brasileiro é uma raridade. NOTA 10!

BOLA FORA – Para a confusão que com certeza vem a caminho com relação à organização do Campeonato Paraibano 2018. Poucas datas, pensamento de redução de clubes, cada dirigente pensando apenas em si. Vamos ver o que vai dar tudo isso quando eles se reunirem. Preocupação geral. NOTA 0!

SOBRE REUDESMAN LOPES

REUDESMAN LOPES

Professor de Educação Física e escritor. Autor dos livros “História do Futebol de Cajazeiras” e “Nazareth Lopes – Uma Vida de Ensinamentos”

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