O gogó de Geraldo Nascimento


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José Geraldo do Nascimento, natural do sítio Guaribas, município de Cajazeiras-PB, um dos remanescentes da época em que o rádio no Brasil, mesmo com o período da ditadura, ainda dava gosto de se ouvir pela a plástica e toda uma produção que se tinha nos bastidores das emissoras.

Geraldo inicia esta a entrevista dizendo que começou sua trajetória no rádio, em uma época muito difícil exatamente no ano de 1974, há exatamente 39 anos, período este que o mesmo estava ingressando nas fileiras do Tiro de Guerra e depois do serviço militar veio a receber um convite do também radialista Josemar de Aquino aceitando de imediato. Logo em seguida submeteu-se a um teste de sonoplastia, sendo aprovado e daí em diante deslanchando sua bonita carreira no rádio.

Em seguida um novo convite através de um dos diretores da Difusora: José Adegildes Bastos, para locução, e com uma voz aveludada não deu outra, Geraldo mais uma vez foi aprovado.

Geraldo relata que é do tempo da máquina de escrever e hoje tudo se tornou mais fácil com a tecnologia, ou seja, na atualidade qualquer pessoa pode se tornar um profissional do rádio, mas no passado só fazia rádio realmente quem fosse bom e tivesse talento.

De Cajazeiras, Geraldo Nascimento trabalhou em Arco Verde (PE) na rádio Cardeal, em seguida na rádio Cultura de Paulo Afonso na Bahia, após uma temporada nas duas emissoras teve que retornar a sua terra natal no ano de 1985, por motivos de saúde do seu pai.

Voltando Geraldo ingressou na Auto Piranhas e trabalhou por onze anos até o ano de 1996. Em 1997 retornou à Difusora onde tudo começou  e está até hoje.

Perguntado sobre alegrias e tristezas, Geraldo diz que a maior tristeza foi a perda dos seus pais e a maior alegria são seus ouvintes e sua família que lhe encoraja para continuar sua bonita trajetória nos microfones da vida.

ALTO SERTÃO

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