Mulheres cajazeirenses

A COLUNA DE JOSÉ ANTÔNIO DE ALBUQUERQUE

Dezenas de mulheres, nos diversos segmentos sociais, ajudaram e ajudam a construir a cidade e a propalar o seu nome além de nossas fronteiras e tiveram uma destacada atuação no processo evolutivo da história de Cajazeiras.

Escritores cajazeirenses já se debruçaram sobre a importância das mulheres na vida econômica, social, política, religiosa e educacional, a exemplo de Rosilda Cartaxo, com seu livro “Mulheres do Oeste”; Lúcia Rolim, em “Cajazeirenses e Cajazeirados”, Irismar Gomes da Silva em “Cajazeiras e minhas lembranças” e João Rolim da Cunha em “Barra da Timbaúba”.

Cajazeiras, perante os olhos da história, é considerada uma cidade arraigadamente matriarcal, isto em função de alguns fatos que aconteceram ao longo da História, entre os quais podemos citar: por que só se fala em Mãe Aninha, como fundadora da cidade e não em seu marido Vital de Sousa Rolim, pai do Padre Rolim? Por que esta cidade teve uma “Liga feminina Católica”, cujos princípios eram essencialmente para determinar “condutas sociais” e influenciar até no modo de vestir das moças? Por que fundaram um órgão de comunicação, a famosa revista “Flor de Lis”, dirigida unicamente por mulheres? E Ana, a mãe de João do Couto Cartaxo, que foi assassinado em Cajazeiras, no Patamar da Matriz de Nossa Senhora de Fátima, no dia 18 de agosto de 1872, não vendo a justiça fazer justiça, fez a sua própria: segundo Otacílio Dantas Cartaxo, Ana teria mando executar os seis assassinos de seu filho e conservava, numa panela de barro, com sal, doze orelhas.

Os “mais velhos” costumam conversar, em rodas de amigos, que no século passado as esposas dos coronéis tinham uma influência fortíssima nas decisões que eram tomadas nas salas dos grandes casarões, mas antes eram conversadas e acordadas nos aposentos do casal.

Outro fato relevante é que tínhamos desde a década de 20, uma escola destinada somente às mulheres: o Colégio Nossa Senhora de Lourdes, que por muitos anos foi dirigida pelas Irmãs Dorotéias, educadoras eméritas, mas com formação voltadas exclusivamente para mulheres. Os grandes nomes da educação de nossa cidade, com exceção dos padres, quase todos são do sexo feminino.

Não podemos esquecer que foi escolhida uma santa para ser a Padroeira da cidade: Nossa Senhora da Piedade e é sob sua proteção que as mulheres desta cidade continuam fortes e determinadas mandando em todos nós.

Cajazeiras por outro lado é uma cidade muito machista quando se trata de homenagear seus filhos, basta ver os nomes das ruas: com raríssimas exceções tem uma rua nesta cidade com nome de mulher. Conta-se nos dedos.

Viva as mulheres cajazeirenses e cajazeiradas que no anonimato ajudam a construir esta bela, acolhedora, encantadora, charmosa, faceira e inigualável cidade.

Não posso esquecer de saudar e enviar um beijo no coração às  mulheres da minha vida: minha mãe Leopoldina (Mãezinha) in memoriam, minha esposa Antonieta, minha filha Letícia e minhas netas Sofia e Liz, que fazem as minhas alegrias e os meus momentos de intensa felicidade. Sem esquecer de afirmar: são elas que mandam mesmo na minha vida.

FÁTIMA MOREIRA Lamentei muito o falecimento de uma velha amiga, Fátima Moreira, filha de Maneco Moreira, minha vizinha do tempo em que eu morei na Rua Dr. Coelho e de quando fazia o Curso de Geografia na FAFIC. Fátima foi uma das primeiras funcionárias do Banco do Estado da Paraíba. O seu sorriso e principalmente a sua gargalhada eram marcas registradas de sua contagiante e permanente alegria. Morreu no dia consagrado a Nossa Senhora das Neves, que a recebeu no céu com todas as honras e glórias, no último dia cinco de agosto.

218 ANOS A cidade de Cajazeira, neste dia 22 de agosto, vai comemorar 218 anos do nascimento de Padre Ignácio de Sousa Rolim e celebrar antecipadamente 155 anos de sua Emancipação Política, cuja data 23 de novembro, continua esquecida do povo e das autoridades da cidade.

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