Cajazeiras-PB, 20/10/2017

Jeová anuncia licença para tratamento de saúde e pede que deputados deem continuidade ao trabalho da Frente Parlamentar da Água

Jeová Canpos vai tirar licença de 121 dias

“Estou vindo a essa tribuna, comunicar uma decisão que não gostaria que a vida me impusesse, que é suspender um bem que não me é próprio, é indisponível, que é o mandato, mas as circunstâncias da vida, às vezes muda o curso da estrada, contra a nossa vontade. Eu tenho feito um esforço pessoal para não me afastar de minhas atividades parlamentares, porque sei o tamanho de minha responsabilidade com os quase 24 mil eleitores que me reconduziram para essa Casa e com todos os paraibanos, mas meu estado de saúde não me permite mais postergar essa decisão de tirar licença”. Foi desta forma que o deputado estadual Jeová Campos (PSB) iniciou seu pronunciamento, na abertura da sessão legislativa desta quinta-feira (30), quando comunicou e depois protocolou seu pedido de licença da ALPB, inicialmente, por 121 dias.

O deputado revelou que no último sábado, dia 25, foi até Recife para ser submetido a uma cirurgia com a equipe do Dr. Luiz Gonzaga Granja Filho, no Hospital Português, mas que uma crise hipertensiva o impediu de realizar o procedimento. “Fui fazer a cirurgia, mas minha pressão arterial chegou a 24×13, o que impossibilitou a realização da mesma. Lamentavelmente, eu estou praticamente internado em casa, estou sob efeito de 10 medicamentos pata tentar controlar a hipertensão e a diabetes”, disse o parlamentar, enumerando dados de alguns exames que atestam a gravidade de seu atual quadro de saúde, a exemplo de sua taxa de glicose em jejum que está em 273mg/dl e de triglicerídeos que está em 390 mg/dl.

“Enfim, vivo uma situação extremamente complexa e o médico foi categórico em me dizer que eu tenho uma escolha ou faço o tratamento terapêutico para posteriormente poder fazer a cirurgia ou corro os riscos que o quadro prenuncia”, disse Jeová, reiterando que o afastamento lhe é muito difícil, mas necessário. “Precisarei de, no mínimo, 30 dias só para poder me preparar e recuperar a minha condição de saúde para me submeter a cirurgia, depois tem todo o pós cirúrgico”, disse Jeová, justificando o tempo de afastamento solicitado.

Da tribuna, o deputado ainda se dirigiu, especificamente, para alguns parlamentares (Buba Germano, Renato Gadelha, Anísio Maia, Jandhuy Carneiro, Frei Anastácio e Galego de Souza) solicitando que eles dessem continuidade ao trabalho desenvolvido por ele, especificamente, na questão da Frente Parlamentar da Água. “Essa articulação iniciada por nós, inclusive com outras assembleias, a exemplo da do Rio Grande do Norte, de Pernambuco que pretende se integrar conosco e também a do Ceará, não pode parar, por isso solicito que não deixem cair essa bandeira fundamental para o futuro que são as obras da transposição, com especial atenção ao Eixo Norte, do trecho 1, sob o comando da Mendes Júnior, que está completamente atrasada e não tem nem 50% da obra realizada e do canal de integração da barragem de Caiçara com Engenheiro Ávidos. Eu gostaria de pedir aos colegas que pudessem tocar essa ação com a mesma firmeza de propósito que tocamos até aqui”, disse Jeová.

O deputado encerrou seu discurso, visivelmente emocionado, afirmando que: “Na curva do tempo, ninguém se perde. Se Deus me obrigou, neste instante, a tomar essa decisão é porque eu devo uma conta a Ele, que eu mesmo fiz, quando fui negligente comigo, durante esses 51 anos de idade. Entendo que essa licença será importante para recompor minha condição de trabalho”, encerrou Jeová, sendo aplaudido pelos colegas que se manifestaram em vários depoimentos solidários ao atual momento vivido por ele.

A cirurgia que o deputado fará, provavelmente, em setembro, consiste num desvio que é feito no intestino grosso para que parte dos alimentos consumidos não passe pelo intestino delgado, reduzindo desta forma a absorção de açúcar pelo organismo, o que possibilita o controle e até a cura da diabetes, que é uma síndrome metabólica de origem múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade de a insulina exercer adequadamente seus efeitos, causando um aumento da glicose (açúcar) no sangue.

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