Cajazeiras-PB, 13/12/2017
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IFPB Cajazeiras promove palestra sobre educação inclusiva

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O Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas – NAPNE, em parceria com a Coordenação Pedagógica e a Direção Geral do Campus Cajazeiras, promoveu na manhã desta quarta-feira (05) a palestra “Olhar Inclusivo”, direcionada a inclusão de alunos com deficiência no ensino regular e com foco na paralisia cerebral. A Palestrante foi a Psicóloga Clínica Maria de Fátima Duarte de Holanda. O público alvo foram os professores e a discussão serviu como capacitação e reflexão a cerca do tema.

A Palestrante, que também é escritora, Mestre em Educação e Coordenadora do Núcleo de Saúde do Centro de Atividades Especiais Helena Holanda, em João Pessoa, falou a respeito do papel das instituições de ensino no tocante à educação inclusiva. “A missão das escolas e Universidades é capacitar a todos, inclusive as pessoas com deficiência e retirar as barreiras que as impedem de participar da comunidade, de ter acesso a uma educação de qualidade, de encontrar um trabalho decente e de ter suas vozes ouvidas”.

De acordo com a coordenadora do NAPNE, Lindinalva Vasconcelos da Silva, é preciso compreender que incluir alunos com deficiência na rede regular de ensino é bem mais que inseri-los na sala de aula. “O desafio é dar a eles a oportunidade de se desenvolver de acordo com as suas necessidades e individualidades. O conhecimento sobre a deficiência e as implicações para o indivíduo que a possui possibilitam uma inclusão mais eficaz, pois permite a realização de atividades que resultem em uma significativa ampliação de habilidade e construção de conhecimentos”.

A professora Nozangela Maria Rolim, Coordenadora do Projeto Incluir, da UFCG em Cajazeiras, desenvolve um trabalho voltado para a educação inclusiva e também deu sua contribuição na palestra. “É preciso ter a compreensão de que deficiente não é coitadinho. Ele tem capacidades e precisa de oportunidades, igual aos outros. O que nós precisamos é ouvir experiências e partilhar, para então desenvolver melhor esse ensino igualitário”, afirmou.

O Professor do Campus Cajazeiras, Tiago Cruz Spinelli, disse que a aula é mais humanizada com a presença de alunos especiais. Ele afirmou ter aprendido muito com o aluno Carlos Alberto Medeiros Rodrigues, Carlinhos, que é tetraplégico e tem paralisia cerebral. “Eles tem uma sensibilidade e uma alegria que nos ensinam muito. Nós precisamos parar de sentir pena do aluno deficiente e ao mesmo tempo saber dosar a nossa cobrança de acordo com a capacidade deles. As pessoas com deficiência estão nas escolas e nas universidades e poderão chegar a qualquer lugar, mas isso passa pela capacidade de cada instituição em fazer o melhor para o seu aprendizado”.

ASCOM/IFPB

SOBRE Christiano Moura

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