Cajazeiras-PB, 19/11/2017
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Homicídios sobem 196,7% na Paraíba

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A Paraíba ocupa o oitavo lugar no Brasil entre as maiores taxas de homicídios registradas de 1998 a 2012, conforme a pesquisa da ONG Flacso Brasil no Mapa da Violência 2014 – Jovens do Brasil, divulgada na terça-feira (4). Nesse período, a taxa de homicídios para cada 100 mil habitantes subiu de 13,5, quando o estado estava na 16ª posição no país, para 40,1, o que representa uma alta de 196,7%. No Brasil, a alta foi de 12,1%. Quanto à taxa de jovens negros assassinados entre 2002 e 2012, para cada 100 mil, o estado teve elevação de 202,1%, ocupando a terceira colocação entre as mais altas do Brasil.

Analisando dados de uma década, entre 2002 e 2012, a pesquisa descreve que a Paraíba registrou um “crescimento explosivo” da violência, quando antes os homicídios eram 608 e saltaram para 1.528, com alta de 151,3%. No Brasil, a alta foi de 13,4%. Levando em conta o cálculo por 100 mil habitantes, a taxa de homicídios na Paraíba subiu de 17,4 para 40,1, um aumento de 130,2%. No Brasil, a alta foi de 2,1%.

Entre os jovens de 15 a 29 anos, o número total de homicídios era de 330 em 2002 e saltou para 906 em 2012, com alta de 174,5%. Por cada 100 mil, a taxa era de 33,4 e ficou em 87,1, com aumento de 160,6% em dez anos. O levantamento aponta que esse crescimento é considerado “preocupante” na Paraíba.

Os resultados são extremamente diferentes quando separados e comparados os registros de homicídios entre negros e brancos.

Segundo a pesquisa, de 2001 a 2011, houve alta de 163,6% no número de negros assassinados, registro que saiu de 545 para 1.436 em uma década. Para cada 100 mil, a taxa saltou de 25 para 65, o que significa uma alta de 160%. Enquanto isso, de 2002 para 2012, a o número total de brancos mortos saiu de 62 para 88, com alta de 42,8%; a taxa de homicídios para cada 100 mil brancos saiu de 4,8 para 5,8, uma alta de 22%.

A pesquisa também diferencia os homicídios identificados entre jovens brancos e negros, de 15 a 29 anos, mostrando números alarmantes.

Conforme o levantamento, o número de jovens negros assassinados era de 300 em 2002 e pulou para 866 em 2012, uma alta de 188,3%. Para cada 100 mil jovens negros, a taxa de homicídio subiu assustadoramente de 46,9 para 141,8, o que representa aumento de 202,1%, o terceiro mais alto do país, atrás apenas da Bahia (254,1%) e do Rio Grande do Norte (323,4%).

Do outro lado, em 2002, 28 jovens brancos foram mortos, contra 39 assassinados em 2012, o que equivale a um aumento de 37,5% em dez anos. Já com relação à taxa por 100 mil jovens brancos, em 2002 eram 7,7 e chegou a 2012 com 9,9, o que equivale a um aumento de 28,3%.

De acordo com a pesquisa, a Paraíba é um dos estados que já recebeu a pactuação do Plano de Juventude Viva com o governo federal para enfrentar de forma prioritária a violência letal que atinge os jovens.

Ainda segundo o levantamento, o plano sugere que uma das formas de prevenir e combater a violência contra jovens é monitorar, dar visibilidade e disseminar informações sobre o problema, de modo a orientar os esforços das três esferas do governo.

O Portal Correio entrou em contato com a Secretaria de Segurança da Paraíba para saber uma posição do órgão a respeito dos números divulgados, mas até o fechamento desta matéria nenhuma informação oficial sobre o caso havia sido repassada.

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