Cajazeiras-PB, 11/12/2017
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Ferreiros resistem à modernidade em Cajazeiras

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Pelo menos vinte ferreiros resistem ao tempo, à industrialização e à modernidade e continuam trabalhando em Cajazeiras, produzindo ferramentas principalmente voltadas para o trabalhador rural, de forma artesanal.

Não é um trabalho fácil, mas o ofício vem passando de pai pra filho, ao longo do tempo, na terra do Padre Rolim.

O maior número deles está concentrado na ruas 21 de Abril (do Emboque) e Rafael Holanda, onde são procurados por clientes interessados em determinadas ferramentas. Além disto, eles também produzem para estabelecimentos comerciais de Cajazeiras, como os chamados “bagaceiras”, que revendem os produtos, além de exporem na feira livre da cidade, mais precisamente, na Rua Padre José Tomaz.

Os produtos são fabricados de forma artesanal, utilizando o ferro de molas de caminhão, fole para soprar as brasas e a lenha utilizada é a jurema.

O preço de uma roçadeira é de R$ 25,00; foice, R$ 30,00; machado, R$ 30,00; cavador, R$ 25,00; e um armador de rede é vendido por R$ 10,00.

Os ferreiros catalogados pela reportagem do Gazeta, em uma pesquisa realizada, que atuam em Cajazeiras são os seguintes: Antonio Saturnino, Chico Preto, Zé Nogueira, Vicente, Antonio Leandro, Dica da Lagoa, Raimundo de Sinhá, Leomar da Fausto Rolim, João Barbosa, da Vila Nova, Gilberto, Clóvis Pereira, dos Tecedores, Chico Cardoso. O ferreiro mais antigo em atividade em Cajazeiras é o senhor Wilson Ferreiro.

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