Cajazeiras-PB, 11/12/2017
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Falta de um IML continua causando sofrimento às famílias de Cajazeiras e região

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A falta de uma unidade do IML em Cajazeiras continua causando sofrimento e dor para as famílias, cujos entes queridos são vítimas de mortes violentas, principalmente acidentes envolvendo motos, que tem sido muitos em Cajazeiras e região, mas também os casos de suicídio e assassinatos.

No último final de semana a cena voltou a se repetir. Duas pessoas morrem caíram de suas motos e os corpos ficaram várias horas esperando a chegada do carro do IML, chamado de “rabecão”.

No caso do vendedor Wallace Cavalcante Fernandes, que faleceu por volta das 4 horas da madrugada, quando retornava de uma vaquejada, como Cajazeiras está sem “rabecão”, pelo fato, segundo as informações, de está com o motor batido, em uma oficia que presta serviço ao Estado, em Patos e o de Sousa não estar na cidade, o delegado autorizou levar o corpo para o necrotério do Hospital Regional de Cajazeiras, onde ficou aguardando o “rabecão” oriundo do município de Catolé do Rocha.

O certo é que, não quando faltam os peritos do IPC, falta o “rabecão”. O corpo do vendedor foi levado do local do acidente para o necrotério do Hospital Regional na carroceria de uma picape.

Problema parecido aconteceu com o jovem Flávio Castro Ribeiro, 23 anos, residente no Bairro Vila Nova, em Cajazeiras, que faleceu, também ao cair de sua moto, na manhã do último domingo, quando perdeu o controle da sua moto, ao passar por um quebra mola, na Rua Santa Cecília, que deu entrada com vida no Hospital Regional, mas transferido em seguida para João Pessoa, com suspeita de traumatismo craniano, onde faleceu na segunda-feira, às 11 horas.

O corpo foi encaminhado para o IML da capital, entretanto, segundo informações de familiares, o médico legista foi almoçar e só retornou às 16 horas. Quando chegou disse que faltava um documento do hospital. Resultado, o corpo só chegou a Cajazeiras, no final da tarde da terça-feira e sepultado na manhã de quarta-feira. Vale lembrar que o “rabecão” só leva os corpos para o IML de Patos. Para trazer, as famílias procuram ajuda de familiares e até políticos.

Já tivemos casos de grande repercussão em Cajazeiras, como o assassinado de um comerciante, após uma tentativa de assalto, quando o corpo ficou no chão por mais de seis horas, esperando os peritos de Patos e o rabecão. Na época, atendendo sugestão do ex-prefeito, Carlos Antonio, o governador Ricardo Coutinho determinou que dois peritos viessem dar plantão em Cajazeiras. Alegando problemas de acomodação, eles não vieram mais e o problema voltou a se repetir. Por nova determinação do governador eles retornaram.

A luta pela instalação de um IML em Cajazeiras já vem de alguns anos e tem sido encampada pela imprensa, pelo Movimento dos Amigos de Cajazeiras e por entidades de classe. Houve uma articulação para construir o IML dentro da UFCG, mas não deu certo.

Na sua última visita a cidade de Cajazeiras, no mês de fevereiro, o governador disse que ia construir o IML. Depois disse nenhuma informação nova surgiu a respeito do assunto.

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