Cajazeiras-PB, 21/10/2017

E o nosso minério de ferro?

Nos últimos dias do mês de julho toda a imprensa da Paraíba deu destaque para a noticia que duas empresas, uma da Alemanha e outra da China, estavam ultimando os preparativos para a exploração de uma das maiores jazidas de ferro do país, na cidade de Pedra Branca, aqui na Paraíba e dista apenas 118 quilômetros da cidade de Cajazeiras, na Região de Itaporanga.

As empresas ROGESA GROUP (Alemanha) e PROMAC S/A (China), donas da concessão, terá o tempo de 15 anos para exploração, concedidos pela União e que vai gerar 1.100 empregos diretos, com investimentos R$944,6 milhões (trezentos milhões de dólares) nos equipamentos considerados os mais modernos do mundo e que já estariam no Brasil e que chegarão pelo Porto de Cabedelo, de onde será transportado para Pedra Branca.

A montagem dos equipamentos está prevista para o mês de novembro e o inicio da exploração no segundo semestre de 2018, cujo destino será a China e a Alemanha, partindo dos Portos de Suape e Cabedelo.

E a nossa mina de ferro quando será explorada?

Esta é uma resposta, que a exemplo destas empresas, que vão se estabelecer em Pedra Branca, guardam o mais absoluto sigilo, o que se faz obrigatório quando se trata de negócios desta natureza.

No ano de 2009, portanto há oito anos, já tínhamos conhecimento de alguns projetos de desenvolvimento econômico e de possíveis instalações de empresas que poderiam dar uma nova dimensão e uma posição privilegiada ao nosso município e a cidade de Cajazeiras e uma delas foi a da instalação de uma filial de uma mineradora, com investimentos na ordem de 850 milhões de reais, com o objetivo de extrair do nosso solo o minério de ferro existente nas ricas jazidas do Sítio Patamuté.

Naquele ano, no vizinho estado do Ceará a exploração de minério de ferro já era uma realidade, porque em 2008,  já fora feita a primeira remessa de cerca de 75 mil toneladas do produto, retirado da mina de São José do Torto, no município de Sobral, sob a responsabilidade da Globest Ceará Mineradora, pertencente a empresários brasileiros, de origem chinesa.

Este minério era transportado por rodovia e estocado no Porto do Pecém e dali embarcado para a China e esta mesma empresa adquiriu outra área no município de Quiterianópolis, a cerca de 410 quilômetros de Fortaleza e no mês de março de 2009 foram exportados cerca de 52 mil toneladas, também para a China.

Uma das grandes dúvidas com relação à demora da exploração de nossa jazida de ferro era a logística do transporte. A partir de agora com a utilizada pelas empresas que irão explorar a mina de Pedra Branca, acredito que em breve, a exploração do minério em nosso município poderá se tornar uma realidade.

Em 2009 a Brasil Nordeste, que é uma sociedade anônima com capital chinês, árabe e brasileiro, iniciou as pesquisas em nosso município e se estima que existam 200 milhões de toneladas de minério de ferro em nosso solo e que o mesmo tem um dos melhores teores de pureza do país e a empresa deve ter investido nestas pesquisas cerca de 12 milhões de reais. Diante deste fato só nos resta aguardar.

Esta noticia da existência de minério de ferro em solo cajazeirense foi publicada em um livro escrito por Manoel Ferreira Júnior, que foi promotor em nossa cidade, por três períodos: 1910, 1938 e 1939 e professor de geografia do Colégio Diocesano Padre Rolim. Nesta mesma edição ele cita também a existência de ouro em solo cajazeirense, próximo da área onde foi encontrado o minério de ferro.

Estamos torcendo para que em nosso município aconteça o mesmo fato de Pedra Branca: aonde tudo foi arquitetado no maior sigilo, e de repente se transformou em realidade e sejamos leitores da noticia: a mina de ferro de Cajazeiras vai ser explorada. Aleluia!!!

SOBRE JOSÉ ANTONIO DE ALBUQUERQUE

JOSÉ ANTONIO DE ALBUQUERQUE
Professor e historiador, fundador do jornal Gazeta do Alto Piranhas e diretor da Rádio Alto Piranhas.

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