Cajazeiras-PB, 16/12/2017
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Cristo: 75 anos abençoando Cajazeiras

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Foi durante o Primeiro Congresso Eucarístico Diocesano de Cajazeiras, que se realizou a inauguração e benção do Monumento do Cristo Redentor, situado no alto do serrote, ao leste da cidade. Foram cinco dias de comemorações. O jornal “Estado Novo”, na sua edição nº 3, de 18 de junho de 1939, noticiou que foi a maior festa que o povo de Cajazeiras já assistiu e que atraiu a presença de pessoas as mais notáveis de todos os setores de atividades.

O Congresso realizado entre os dias 11 e 15 de junho de 1939, foi idealizado e realizado por Dom João da Mata Andrade e Amaral. Esta atitude corajosa e dinâmica de Dom Mata repercutiu em todo o nordeste brasileiro.

A estátua do Cristo Redentor foi uma expontânea oferta do cajazeirense Silvino Bandeira de Melo, advogado, residente em Salvador, Bahia, pai do médico Júlio Maria Bandeira de Melo, inaugurado em 15 de junho de 1939, com as presenças do Arcebispo da Paraíba Dom Moisés Coelho, dos bispos Dom João Mata, Dom Mário Vilas Boas e Dom Jaime Câmara; do Interventor da Paraíba Argemiro de Figueiredo, representado pelo secretário do interior José Mariz, interventores Rafael Fernandes, do Rio Grande do Norte e Menezes Pimentel, do Ceará e do prefeito de Cajazeiras Celso Matos, além de outras autoridades civis e religiosas que participavam do Congresso Eucarístico.

Ao entregar o monumento o Dr. Silvino proferiu um belíssimo discurso, exaltando as autoridades e demonstrando o seu amor e zelo pela terra mãe e em agradecimento “interpretando o sentir das forças espirituais da cidade”, falou o padre Manoel Vieira, que pronunciou uma bela oração.

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Todas as solenidades foram fotografadas e filmadas (onde estão estes valiosos documentos?) e ainda irradiadas pela DRC, atuando como locutor, especialmente convidado, Alírio Silva, locutor da PRI-4, Rádio Tabajara da Paraíba.

(…)

O Cristo Redentor continua, mesmo sufocado entre as ferragens das torres, abraçando e abençoando os cajazeirenses. Se houvesse um desejo político de nossas autoridades ainda daria para se preservar um bom espaço no alto do morro para se construir uma praça e embelezar o mais aprazível e belo recanto da cidade.

JOSÉ ANTONIO DE ALBUQUERQUE ESPECIAL PARA O GAZETA DO ALTO PIRANHAS
ED. 287 (11 A 17/06/2004)

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