Cajazeiras-PB, 24/11/2017
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Crianças da Paraíba sonham em se tornar atletas profissionais de golfe

golfe

O terreno é um grande gramado verde, onde a bola rola rumo à sua meta. A definição cabe perfeitamente ao futebol, esporte mais popular do Brasil. Mas essas também são características do golfe, que tem bem menos adeptos que o esporte bretão. E longe dos holofotes, crianças do interior da Paraíba preferem evitar jogar a bola com os pés, empunham um taco nas mãos e sonham em, daqui a alguns anos, dar tacadas como atletas profissionais. Em Bananeiras, no Brejo paraibano, a 141km de João Pessoa, crianças e adolescentes participam de competições em um condomínio fechado e pensam até em Olimpíadas.

Um grupo de meninos e meninas tem o apoio dos pais, treinam forte e competem, levando o golfe a sério e projetando uma carreira no esporte. O campo localizado em um condomínio fechado da cidade sedia campeonatos internos e um aberto que acontece uma vez por ano. E essas competições não recebem apenas atletas paraibanos. O potiguar Felipe França, de 12 anos, por exemplo, fez questão de participar do último aberto e gostou do que viu.

– Esse é o único campo que a gente conhece perto daqui e eu estou achando que é um campo bom; não é daqueles que deixam a grama crescer, o que atrapalha na hora da tacada – elogiou o garoto.

Diretor do clube de golfe onde os meninos treinam e competem, Antônio Aracoeli destaca a importância de o esporte ganhar mais adeptos. Para ele, quanto mais crianças aderirem ao golfe, maior a chance de o esporte se propagar por todo o Estado.

– A gente gostaria de tê-los aqui dentro do campo todos os dias porque, sem eles, este campo aqui não vale nada. Nós vamos envelhecendo e eles é que vão ter que tomar conta, eles é que vão ter que jogar – comentou Aracoeli.

A ideia é sempre fazer o menor número de tacadas e seguir firme na meta de se tornar um jogador profissional. Lucas Teodósio, de 11 anos, deu suas primeiras tacadas influeciado por membros da família.

– Começou com meu pai e meu irmão vindo, aí eu passei a jogar e gostei. É mais ou menos difícil, mas é questão de técnica e atenção – comentou o atleta.

O retorno da prática do golfe parece ir além de vencer um torneio. Os pais dos pequenos jogadores comemoram a mudança para melhor no comportamento dos filhos.

– Muda muito. É um jogo de muita ética, de respeito ao próximo, à natureza, e a gente sempre procura aprender as regras – explicou Glauco Tasso, pai de Lucas.

E as metas são ousadas. Administrador do campo de golfe onde acontecem as competições em Bananeiras, Sebastião Neres admite que um dos objetivos do grupo é revelar talentos do golfe para se tornarem bons nomes do esporte no futuro.

– O foco é as Olimpíadas, que vão acontecer daqui a um ano e meio. E a gente está tentando formar aqui na Paraíba, quem sabe, um ídolo nacional.

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