Cajazeiras-PB, 20/10/2017

[CLEMILDO BRUNET] Mãe: não há quem destrone e ocupe o seu lugar

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Mãe é aquela que durante nove meses de gestação carrega em seu ventre com todo o cuidado o filho que vai nascer. São muitas as noites sem dormir na esperança de ver sair de suas entranhas o ser querido que está para vir. Aos primeiros sinais da gravidez inicia-se a preocupação em preparar o enxoval para o rebento, pois quando chegar estará pronto o seu lugar em um quarto da casa, o berço e todos os apetrechos necessário, dando cores ao ambiente de conformidade com o sexo da criança.

Sofre as dores de parto, no entanto, como disse Jesus: “A mulher, quando está para dar à luz, tem tristeza, porque a sua hora é chegada; mas, depois de nascido o menino, já não se lembra da aflição, pelo prazer que tem de ter nascido ao mundo um homem”. Jo. 16:21. Agora na satisfação de contemplar o seu filho querido, o coração de mãe se desdobra em oferecer o melhor para ele. O tempo passa e ela acompanha o dia a dia de seu filho com todo amor, esmera-se em educá-lo para vida, na esperança de que no futuro seja uma pessoa digna e respeitada pelos ensinamentos que foram dados por ela.

A missão de ser mãe atribuída única e exclusivamente à mulher vem desde o início da humanidade, não há outra espécie de sexo no mundo oposto, que por mais que se esforce a destrone e ocupe o seu lugar. Deus a fez assim: Mulher. A bíblia faz uma exaltação à mulher como algo precioso e raro entre os seres humanos. “Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas jóias… Atende ao bom andamento da sua casa e não come o pão da preguiça… Levantam-se seus filhos e lhe chamam ditosa; seu marido a louva, dizendo: Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas”. Pv. 31:10,28,29.

No coração materno há uma chama de esperança que nunca se apaga. Por mais que aquele filho seja um vilão para a sociedade, ela não o vê desse modo. Padece por ele, pede a Deus a proteção divina sobre sua vida e passa a ser motivo de sua preocupação maior em relação aos demais. Não é sem razão que o poeta inspirado em uma canção diz: “Ser mãe é padecer num paraíso”.

A mulher israelense casada que o diga; quanto significativo para ela era ter um ou mais filhos. Todos ali esperavam na promessa de Deus de que o libertador do seu povo nasceria no meio deles, descendente de uma mulher. Por essa razão as mulheres estéreis, isto é, aquelas que não podiam ter filhos era o opróbrio do seu povo.

O exemplo mais edificante de uma mulher desejosa de ser mãe e não poder     por causa da sua esterilidade, foi Ana. Seu marido a amava muito, mas isso não era suficiente, pois sua rival tinha filhos com seu esposo e ela tão somente era objeto de escárnio por ser infrutífera. Ana vai ao templo chora copiosamente derramando a sua alma perante o Senhor na ânsia de alcançar benevolência do altíssimo e faz este voto: “Senhor dos Exércitos, se benignamente atentares para aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, e lhe deres um filho varão, ao Senhor o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha”. I Sm. 1:11.

O voto do nazireu que significa consagrar o menino ao Senhor consistia em, (abster-se de uvas ou de qualquer coisa feita com uva, deixar de cortar os cabelos e evitar todo e qualquer contato com algum cadáver). Poderia ser feito de duas maneiras; por tempo determinado ou perpétuo, Ana preferiu consagrá-lo por todos os dias de sua vida, porque disse ela: “pelo que também o trago devolvido ao Senhor, por todos os dias que viver, pois do Senhor o pedi”. I Sm. 1:28. Como recompensa desse gesto, Ana foi abençoada como mãe, nascendo ainda de seu ventre três filhos e duas filhas. I Sm. 2:21.

Que valor inestimável tem uma mãe no seio da sociedade, até mesmo a que pelo infortúnio do destino é mãe solteira, mas teve a responsabilidade de arcar com seu erro e ir em frente fazendo o papel de pai e mãe ao mesmo tempo, dando uma boa educação ao seu filho para vê-lo mais tarde um cidadão de bem e respeitado pela sociedade.

Muito acertada a escolha do segundo domingo de maio para as homenagens as mães em todo o mundo, tanto pelo seu valor histórico inicial, como também na forma coletiva de se reunir em cada lugar os filhos ao seu redor prestar-lhes as homenagens que lhe são devidas. Bom seria que ela não fosse lembrada tão somente nesse dia em meio à efervescência das comemorações, mas sim em todos de sua existência.

Eu não tenho mais a minha mãe, desde o dia 13 de outubro de 1980 que ela foi levada para o seio de Abraão, porém sinto muito a sua falta. Contudo, deixou-me o legado do seu amor, seus ensinamentos no caminho do bem, resignação, perseverança e esperança. Finalmente como ela mesma costumava me dizer: “Meu filho: Uma mãe é para cem filhos e cem filhos não é para uma mãe”.

Parabéns a todas as mães deste planeta. Feliz Dia das Mães!

SOBRE CLEMILDO BRUNET

CLEMILDO BRUNET
Radialista e jornalista em Pombal-PB.

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