Cajazeiras-PB, 11/12/2017
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Cearense cria miniaturas de caminhões que chamam a atenção pelos detalhes

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Que todo cearense tem talento para alguma coisa, todo mundo já sabe. Dizem até que os cearenses vão dominar o mundo. Não é diferente com Cícero Rodrigues, natural de Juazeiro do Norte e apaixonado por automobilismo. Aos 15 anos ele descobriu uma aptidão por artesanato, fazendo miniaturas de aviões e carros. Hoje com 48, persiste na habilidade, com mais tempo dedicado a fazer réplicas de caminhão em miniatura. Preocupado com a sustentabilidade, os materiais utilizados em sua arte são recicláveis:  madeira, plástico e borracha.

Há cinco anos, ele foi chamado para trabalhar na rede Mercedes Benz como vendedor. Ao conhecer o talento do artesão, o chefe de Cícero Rodrigues pediu para ele produzir a miniatura de um dos modelos de caminhão da empresa. “Eu sempre gostei de presentear as pessoas com objetos relacionados ao trabalho, como ele sabia disso me pediu para fazer a réplica de um trio elétrico. Foi bom que eu tinha acesso ao caminhão original e puder fazer tudo nos mínimos detalhes”, revive.

Para fazer as réplicas automotivas, Cícero utiliza a escala do caminhão original e aumenta proporcionalmente para reproduzi-la com os mesmos detalhes. Quando não há escala, ele mesmo desenha a estrutura para criar a réplica. “Eu acho que a pessoa já nasce com o dom. E, com o tempo, vai só aperfeiçoando”, indica. O artesão busca o aperfeiçoamento para produzir em série, visando a rapidez do processo, já que o trabalho artesanal leva 3 meses.

O cearense se mudou para Natal há 25 anos e só volta a Juazeiro do Norte para visitar a família. Porém, leva com ele a saudade da terra do Sol. “Eu sinto falta da energia da cidade, dos meus conterrâneos e claro, da comida do sertão. Uma rapadurazinha é bom demais”, ri.

O trabalho de Cícero é uma grande brincadeira para seu filho de 13 anos, Gabriel. Desde criança, ele brinca com as miniaturas que o pai faz. Para agradar o filho, Cícero criava os próprios brinquedos para criança. “Hoje ele gosta mais de desenhar e brincar no computador, mas ele gosta de me ver criando as réplicas”, conta.

Em média, o valor dos caminhões custa R$ 1.500, mas se for encomenda o valor muda de acordo com os detalhes da peça. “Teve um cliente de Mossoró que encomendou uma caminhonete, modelo L200, então tive que fazer a planta para só depois começar a fazer, mas vai ficar igual”, garante. As artes que possui serão expostas em breve durante uma feira em Natal.

Apesar de trabalhar formalmente como vendedor, Cícero Rodrigues pretende levar a vida como artesão. “É um trabalho muito gratificante. Desde o começo, quando estou fazendo a planta, até ver a réplica tomando forma, vai ficando cada vez mais emocionante. Sem dúvida, ver a reação das pessoas é o melhor pagamento para esse trabalho”, declara, orgulhoso.

TRIBUNA DO CEARÁ

SOBRE Christiano Moura

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