Cajazeiras-PB, 11/12/2017
HOME » POLÍTICA » Candidatos apostam na estruturação da PB para gerar emprego e renda

Candidatos apostam na estruturação da PB para gerar emprego e renda

RICARDO-CASSIO_800x278

Com uma diferença de pouco mais de 28 mil votos no primeiro turno, os candidatos Cássio Cunha Lima (PSDB) e Ricardo Coutinho voltam a se enfrentar no próximo dia 26 na disputa pelo governo do Estado. Até lá, os candidatos têm a oportunidade de tentar convencer quase 300 mil eleitores que optaram pelo voto branco ou nulo no primeiro turno, e atrair para as urnas uma parcela dos mais de 500 mil paraibanos que se abstiveram no último dia 5. Embora nem todas as propostas apresentadas pelos candidatos sejam divergentes, são as diferenças entre eles que podem ajudar os eleitores mais indecisos.

Para atrair investimentos, gerar empregos e aumentar a média salarial dos paraibanos – que atualmente é de R$ 1,6 mil – o candidato à reeleição Ricardo Coutinho (PSB) aposta, por exemplo, no tripé ‘mobilidade e logística de transporte; segurança hídrica; e conexão por meio de fibra ótica’, três eixos cujos investimentos foram iniciados na primeira gestão do socialista. Já o tucano Cássio Cunha Lima propõe a verticalização e a horizontalização das cadeias produtivas, aliado a ações na área da educação, como estímulo ao ensino profissionalizante e ao empreendedorismo.

O candidato da oposição ressalta que das nove carreiras profissionais que respondem por 50% das vagas de emprego formal criadas no Estado, apenas uma exige diploma superior que é a dos professores. “Para reverter esta situação é preciso primeiro ampliar o acesso à educação profissionalizante e incentivar desde cedo o empreendedorismo como disciplina nos currículos escolares”, afirmou o tucano em entrevista por e-mail.

Dentro da política de captação de novos investimentos, o candidato afirma que dará prioridade àqueles que agreguem valor às atuais cadeias produtivas e que propiciem o uso de mão de obra mais capacitada, incentivando a sua contratação local. “Como verticalização se entende a construção de unidades fabris que participariam como fornecedoras de processos produtivos complexos como, por exemplo, a indústria automobilística. Arranjo semelhante já foi aprovado para a região do Semiárido. A horizontalização propõe agregar novos produtos às cadeias que estão sendo criadas, como a cimenteira, que cria condições, por exemplo, para a produção de pré-moldados”, disse.

O engenheiro e secretário de Estado de Recursos Hídricos, João Azevedo, responsável pela consolidação do Plano de Governo de Ricardo Coutinho, explicou o projeto do socialista para governar o Estado de 2015 a 2018 e atrair investimentos.

“Você não vai desenvolver as regiões se não tiver a parte de logística equacionada, se não tiver as estradas feitas, sinalizadas. Também não pode imaginar que uma região se desenvolva se não dotá-la da tão sonhada segurança hídrica, afinal, como uma indústria vai se instalar numa região sem água? Além da conexão com o mundo, o tráfego de voz, de dados, imagem em alta velocidade e com boa qualidade. Por isso o Estado trabalhou nessa infraestrutura tão loucamente nesses quatro anos num programa extremamente arrojado como o de estradas”, ressaltou.

Os três eixos, completa João Azevedo, já foram iniciados e permanecem em execução com a recuperação e implantação de 2,4 mil quilômetros de estradas, construção de 730 quilômetros de adutoras e do Canal Acauã Araçagi, que são obras complementares da Transposição do Rio São Francisco, e a Rede de Alto Desempenho em Fibra Óptica. Azevedo ressalta que há mais de 30 instituições de ensino superior em todo o Estado e que é preciso interligar todas essas unidades para preparar mão de obra qualificada. “Se tem uma unidade em Monteiro, isolada, sem que esteja dotada dessa infraestrutura de pesquisa, ela não vai se desenvolver. Por isso o Estado tem essa visão. Não podemos imaginar que essas instituições estão preparando pessoas para receber salário mínimo”, afirmou.

Como proposta para o segundo mandato, o socialista propõe a continuidade do programa de estradas (Caminhos da Paraíba), com mais 2,1 mil quilômetros de rodovias recuperadas ou construídas; implantação do Sistema Adutor da Borborema (300 quilômetros), que levará até o Curimataú do Estado a água que chegará por meio do Eixo Norte da Transposição; além da terceira entrada das águas do São Francisco no Estado, que chegará por Conceição para lançar água na calha do rio Piancó.

Quanto à rede de fibra óptica, o gestor afirma que a primeira etapa, que vai de Cabedelo ao Centro de Convenções, está em fase teste e que a interligação de todo o Estado será concluída, se eleito, nos próximos quatro anos.

JORNAL DA PARAÍBA

SOBRE Christiano Moura

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *