Cajazeiras-PB, 21/10/2017

Cajazeiras e as sucessões municipais

Cajazeiras, depois de um tempo, de muito destaque entre as cidades do Sertão paraibano, quando eu era criança, com o tempo, se transformou numa cidade normal, as mentes privilegiadas que nos governavam, recentemente dentro ou ainda mais  fora do poder formal, sua descendência, ou a grande maioria dela, ficaram muito grandes para aqui ter dar uma contribuição efetiva para com sua(s) sociedades, e migraram para outros centros aonde podiam explorar melhor seu potencial. Temos muitos exemplo, os filhos de Dr. Deodato Cartaxo, Drs.  José e Dr. Sabino Guimarães, e até mais recentemente Dr. Eugênio Nóbrega e Ribamar Rodrigues, que faço minhas as palavras que ouvi primeiro por Léa Silva: ”em nome dos quais eu saúdo todos os demais que assim procederam; e esses foram substituídos pela : Nova Cajazeiras, em alguns casos melhor, como o prodígio de uma Ana Goldfarb e a Faculdade Santa Maria, mas na maioria das vezes, por gente vinda de cidades menores, que não conheceram, pelo menos nos primeiros anos de estudos, a pujança de nossa educação. Não se chega a Cidade Universitária por acaso. Vieram de outros centros, que sem desmerecimento, não contavam com a educação privilegiada que nossa cidade oferece.

E entre os que vieram/ficaram, muitos entraram para a politica, mas todos tiveram que fazer feedback com seus eleitores, ou seja: tiveram que descer ao nível deles. Dr. Epitácio, uma exceção seria Chico Rolim, que subiu de suas origens rurais e chegou a exercer o cargo de Deputado Federal. Todo o restante, Vituriano, Carlos Antônio, Denise, Chegando ao atual mandatário,  Zé Aldemir, eram profissionais que dedicaram se em grande parte as profissões de medicina/odontologia com o atendimento aos pedidos dos eleitores, assim, na realidade eles objetivando a carreira política, desceram ao nível de seus eleitores. Assim eles fazem parte de uma espécie de, como me disse Marcos Rodrigues que ouviu essa frase na casa de Zerinho, “confraria da mediocridade”, em que uma vai substituindo a outra. Nas últimas eleições, eu desde o começo do mandato de Denise, já achava que como o tempo de glória de Vituriano já havia passado, o candidato das oposições teria de vir dos quadros da situação, como de fato, só que eu achava que seria o pessoal do Aí, ou seja Jeová, mas foi Zé Aldemir que como todo ser político, aproveitou a fragilidade da situação, e ainda o caso da operação andaime, que sobrou, e muito para a candidata, e conseguiu, com seu estilo peculiar de campanha, alicerçada por uma equipe pequena trabalhadora e coesa, ser o vitorioso, mesmo contra a “máquina municipal”, que por muitos motivos, e não disponho de espaço para nomear sequer os principais, logrou, ao contrário de Leo Abreu, ganhar as eleições na sua primeira tentativa.

O resto á história, e com os mesmos méritos e defeitos das outras gestões, um grupo substitui o outro, tem o impacto da mudança, mas se cai no mesmo, na minha opinião, equivoco, de se pensar Cajazeiras para a próxima gestão, e se continuar a fazer as políticas do passado, com a diferença do aparecimento das redes sociais.

Precisamos ter que pensar Cajazeiras para 20, 30 e 50 anos, e não se repetir os acertos, e pior os erros, de gestões anteriores.

Vou dar um exemplo pessoal. Quando cheguei aqui no começo da década de 80, eu achava, como acho que a Praça João Pessoa, deveria ter uma saída, e poderia se acertar com o dono do antigo Cine Édem, a desapropriação a preço justo de oito metros desse prédio junto ao Açude Grande, e a abertura de uma rua, o que desafogaria, já naquele tempo, o movimento de carros no então da cidade. Eu falei no tempo de Chico Rolim, que não quis ter problema com seu irmão, proprietário do imóvel, Epitácio, que achou inviável, Carlos Antônio, que quis desapropriar pagando, me disse Waltimar, R$ 8.000,00, que ele contestou e ganhou, e assim foi ficando.

Todos esses têm suas prioridades, falta alguém em todas as gestões, que possa aglutinar esse e muitos outros projetos, sem se preocupar com de onde partiu, e fazer nossa cidade “deslanchar”, senão vai acontecer, como vem acontecendo, ir sendo superada pelas nossas cidades irmãs. Um bom exemplo temos no vizinho estado do Ceará, onde eles competem para fazer, e muito já se vê de grandioso e positivo lá. Estão colhendo os frutos, nossa Cajazeiras, com o andar da carruagem, vai ter que se contentar em ser uma cidade satélite dos polos urbanos do Cariri cearense.

SOBRE PEPÉ PIRES FERREIRA

PEPÉ PIRES FERREIRA
Engenheiro mecânico e advogado.

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