Bolsa Família movimenta até R$ 1 bi na Paraíba


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A Paraíba é o 4º estado do país (46,4%) com maior índice de famílias com acesso ao benefício do governo federal do Programa Bolsa Família (PBF), segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que lembra os dez anos de existência do programa com a publicação “Programa Bolsa Família, uma década de inclusão e cidadania”. A média paraibana fica abaixo da Região Nordeste (50,2%), que concentra o maior número de lares do país com o benefício (13,872 milhões de famílias).

Dados do Ministério Social e Combate à Fome (MDS) apontam que em outubro 503,129 mil famílias receberam o Bolsa Família na Paraíba, e o rendimento médio para cada uma delas foi de R$ 159,00. No mês passado, o auxílio social injetou no Estado R$ 80,5 milhões e projeções apontam para um volume de R$ 1 bilhão ao longo de doze meses.

O presidente da Associação de Supermercados da Paraíba, Cícero Bernardo, afirmou que os recursos do Bolsa Família no mercado de consumo de alimentos são significativos no Estado.

“Era uma venda que não existia e surgiu no mercado. O Nordeste está acima da média nacional no recebimento destes auxílios sociais porque é onde há um grande índice de pessoas carentes. Então, este novo mercado consumidor colabora com a renda da região, consequentemente da Paraíba, e o setor supermercadista agradece”, disse Cícero Bernardo.

Enquanto o Nordeste reúne a maior parcela da população com acesso ao programa, com um rendimento médio do benefício de R$ 149,71 (em março), o Sudeste surge em segundo lugar ficando com metade dos nordestinos (25,4% do total). As famílias nordestinas contempladas eram compostas, em média, por 3,6 pessoas, segundo o Ipea.

O estudo dos dez anos do PBF aponta não apenas a ajuda do benefício às famílias pobres e miseráveis, mas revela que a magnitude da desigualdade social no país foi fortemente descoberta em função da identificação das famílias brasileiras em situação de pobreza extrema. Segundo o Centro Demográfico de 2012 no Brasil, 59% dos extremamente pobres estão no Nordeste, com 9,6 milhões de pessoas.

A Paraíba junto com Piauí, Maranhão, Bahia, Alagoas e Ceará, todos da região Nordeste, são os estados em que as possibilidades de aumento de cobertura da previdência são as menores do país (menos de 40,0% dos desprotegidos parecem ter alguma capacidade contributiva).

Os recursos do Bolsa Família possibilitam a uma parcela da população paraibana estar inserida no mercado consumidor.

Como muitas pessoas estavam alijadas deste processo, agora, com ajuda federal mensal, podem adquirir bens, pelo menos os essenciais como alimentação. E um dos setores da economia do Estado que ganha com a presença destes milhares de consumidores são os mercadinhos.

MERCADO INFORMAL
O estudo do Ipea identifica no Brasil um aumento na participação do mercado de trabalhadores informais e, por outro lado, uma redução na jornada de trabalho deste setor. Tais efeitos resultam de uma maior sensibilidade às transferências dos trabalhadores ocupados no setor informal do que aqueles que possuem direitos trabalhistas em atividades menos precárias. A volatilidade da renda, característica de boa parte das ocupações informais, é compensada em parte pelo benefício do Bolsa Família. As mulheres substituem o trabalho mercantil por atividades domésticas em maior grau do que os homens.

JORNAL DA PARAÍBA

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