Cajazeiras-PB, 13/12/2017
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Bancários entram em greve a partir de terça na Paraíba

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Seis dias após o término das negociações nacionais, os bancários da Paraíba decidiram na noite de ontem deflagrar greve por tempo indeterminado, a partir da próxima terça-feira (30). As assembleias para discutir a proposta apresentada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) foram realizadas em João Pessoa e Campina Grande pelos dois sindicatos que representam a categoria no Estado. As estimativas dessas entidades apontam que 3,5 mil bancários deixarão de realizar suas atividades nas agências e postos avançados da Paraíba, mantendo apenas o abastecimento dos caixas eletrônicos e os serviços de autoatendimento.

Em Campina, a assembleia foi realizada na sede do Sindicato dos Bancários de Campina Grande e Região, que atua em 18 municípios do Agreste. Segundo o presidente Rostand Lucena, cerca de mil bancários cruzarão os braços nessas cidades a partir da terça por entenderem que a greve é o único instrumento que resta aos trabalhadores para pressionar os bancos a atender as reivindicações da categoria.

Já em João Pessoa, a assembleia ocorreu no ginásio de esportes do Sindicato dos Bancários da Paraíba. Segundo Rogério Lucena, diretor de comunicação da entidade, que representa os demais bancários do Estado, a expectativa é que 2,5 mil trabalhadores participem da greve. Segundo ele, durante o movimento não haverá nem mesmo a compensação de depósitos que eventualmente sejam feitos nos caixas eletrônicos. “Não teremos pessoal para isso. Vamos manter apenas o abastecimento dos caixas eletrônicos e as operações que podem ser feitas nos terminais de autoatendimento”, informou.

REIVINDICAÇÕES
Em negociação há várias semanas com os representantes dos bancos, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) não chegou a um acordo com a Febraban e recomendou a realização de assembleias regionais para decidir pela greve.

Dentre as reivindicações apresentadas pelo Comando Nacional dos Bancários, está o reajuste salarial de 12,5%, instituição do plano de cargos e salário para todos os bancários, reajuste dos auxílios-alimentação e creche, além de mais investimentos em segurança, fim das metas, dentre outros pontos de caráter social.

Em contrapartida aos pleitos da categoria, a Febraban ofereceu na última negociação um percentual entre 7% e 7,5% de reajuste, proposta considerada insuficiente durante as duas assembleias. Após a confirmação da greve, a reportagem do JORNAL DA PARAÍBA procurou a Febraban, mas ninguém foi localizado para comentar o assunto.

Durante a greve, para efetuar transferências ou pagamentos os usuários vão poder utilizar internet ou aplicativos para tablets e smartphones disponibilizados pelos bancos.

JORNAL DA PARAÍBA

SOBRE Christiano Moura

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