Cajazeiras-PB, 17/12/2017
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Aprovados, desaprovados

Ô Paraíba boa. Pois bem, mais uma vez venho aqui para falar da já “sem graça” novela de fim de ano que se repete entra temporada e sai temporada sem que ninguém possa se dar conta de como isso abala a todos nós amantes do futebol e como repercute negativamente o futebol paraibano.

A novela se chama “o drama e descaso dos estádios de futebol da Paraíba”. O descaso quanto à administração dos nossos estádios é gritante e isso não faz parte apenas do hoje, isso vem de muito longe. Para exemplificar o quão é grave essa situação, lembro que presenciei uma fala de um antigo funcionário do Perpetão que à época me disse: “Professor o que anda salvando o lixo que se acumula aqui no Perpetão é o lixão que fica em frente ao estádio, vamos buscar lá resto de vassouras que vem trazido pelo caminhão do lixo para então varrer as arquibancadas e outros espaços”. Esse é o retrato de como é tratado os estádios de futebol da Paraíba.

Dessa maneira, como se conduz as administrações por parte do poder central e não do local, fica claro que essas “pendengas” com relação ao Ministério Público vão se arrastar até que apareça um filho de Deus dessa nossa famigerada classe política 99.9% corrupta e entenda que “o zelo pelo bem público” é uma questão de prioridade.

Pode até ter sido uma decisão a ser contestada por muitos, quando em reunião a Comissão de Prevenção da Violência dos Estádios de Futebol decidiu prorrogar até o dia 30 o prazo para que melhorias solicitadas por está comissão sejam realizadas nos estádios, além disso, aprovou e desaprovou estes a ponto de jogar a possibilidade de na primeira rodada do campeonato a se realizar no dia 7 de janeiro, os clubes jogarem sem torcida em campo o que neste caso seria um desastre financeiro e de motivação para um campeonato que está começando.

A nossa opinião é que a Comissão agiu de forma sensata a não por a mão em uma afirmação de “veto” a utilização destes estádios e assim não permitir que o campeonato paraibano pudesse ser iniciado como já acontecera em outros momentos. Tem mais, agindo desta maneira a Comissão joga a “bola” para os responsáveis pelos estádios que de fato e direito devem ser julgados por todos nós quanto a falta de zelo com o patrimônio público.

A Comissão pode ser até entendida como “antipática” aos nossos olhos, mas, se analisarmos pelo lado da razão o nosso entendimento será bem diferenciado. Por bem ou por mal, os nossos estádios foram aprovados, desaprovados.

Valberto Lira – Em tom de desapontamento pelo fato de que nenhum estádio esteja apto após ter se passado o primeiro prazo, Valberto Lira reafirmou a necessidade de que o torcedor tenha o mínimo de conforto e segurança nos jogos do estadual. Valberto Lira ainda citou que os Estádios Marizão, em Sousa, e José Cavalcanti, em Patos, precisam de diversos ajustes e que, diferente do Sílvio Porto, ainda não existe uma solução como, por exemplo, a da torcida única.

Fora da capital – Outra novidade na reunião da comissão foi que o presidente do Auto Esporte, Watteau Rodrigues, solicitou que o Macaco Autino mande os seus jogos no Campeonato Paraibano do ano que vem no Estádio Carneirão, em Cruz do Espírito Santo. Como o clube alvirrubro acertou uma parceria com a prefeitura da cidade, a ideia é transformar o estádio na casa do time em 2018. Apesar do apelo, a Comissão declarou que vai analisar o pedido.

BOLA DENTRO – Para o clima de expectativa que vem tomando conta dos cajazeirenses e sertanejos quanto a apresentação dos jogadores e comissão técnica do Atlético Cajzeirense de Desportos. Motivação em alta e a NOTA 10!

BOLA FORA – Para o acesso ao Perpetão. Continua cada vez mais difícil do torcedor chegar ao Colosso, hoje são os buracos e amanhã será a lama. Triste realidade que vem desde 1985. Isso merece a NOTA 0!

SOBRE REUDESMAN LOPES

REUDESMAN LOPES

Professor de Educação Física e escritor. Autor dos livros “História do Futebol de Cajazeiras” e “Nazareth Lopes – Uma Vida de Ensinamentos”

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