Cajazeiras-PB, 18/11/2017
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O OBJETO É ALIMENTADO POR LUZ SOLAR E ALÉM DE SER UMA FORMA DE INCLUIR O DALTÔNICO, TAMBÉM É ECOLOGICAMENTE CORRETO

Alunos do IFPB Cajazeiras expõem projetos inovadores na IV Mostra de Pesquisa e Extensão

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O OBJETO É ALIMENTADO POR LUZ SOLAR E ALÉM DE SER UMA FORMA DE INCLUIR O DALTÔNICO, TAMBÉM É ECOLOGICAMENTE CORRETO

 

Uma exposição de trabalhos práticos de alunos concluintes do curso de Automação Industrial do Campus Cajazeiras revelou projetos inovadores que podem contribuir para a inclusão social e melhorar a vida de pessoas, além de facilitar processos da indústria e comércio. A exposição é parte da IV Mostra de Pesquisa e Extensão, que acontece até amanhã (06/02).

Um dos projetos que mais chamou a atenção foi o “Semáforo de Led Adaptado para Pessoas Daltônicas”. O Daltonismo é uma perturbação da percepção visual caracterizada pela incapacidade de diferenciar todas ou algumas cores, manifestando-se muitas vezes pela dificuldade em distinguir o verde do vermelho. Estima-se que ele atinge mais de oito milhões de pessoas, só no Brasil. O novo semáforo tem apenas um ponto focal (diferente do tradicional, que trem três), onde são apresentadas as cores que representam os comandos de “pare”, “espere” e “siga”, distintas através de formas geométricas. O objeto é alimentado por luz solar e além de ser uma forma de incluir o daltônico, também é ecologicamente correto.

“Estamos desenvolvendo o projeto há cerca de um ano. Fomos motivados principalmente pela questão social, de proporcionar mais segurança quem sofre com esse problema. Além de tornar o transito mais seguro, ele também representa uma economia de energia, já que é alimentado por luz solar. A alimentação energética também funciona por rede elétrica, caso a bateria, que dura no mínimo um dia, acabe”, contou o aluno José Venício da Silva Santos, que é orientado pelo professor José Alves do Nascimento Neto.

Outra orientanda de José Alves é a aluna Irla Priscila de Veras, que desenvolveu a “Máquina Dosadora”, um dos objetos de maior sucesso na Mostra, já que a demonstração foi feita através de um self service de cappuccino e todos queriam provar. Irla descreveu o funcionamento básico da invenção. “Você insere o código de barras através de um leitor e um mecanismo dosador expulsa a quantidade certa da mistura, graças a um sensor. Estamos demonstrando uma forma de utilizar a máquina em restaurantes, ou similares. Mas ela também pode ser usada em lavanderias, por exemplo, para dosar quantidades de sabão em pó”.

O professor José Alves revelou que a Máquina Dosadora foi concebida pelo a partir de uma brincadeira. “Eu adoro Cappuccino e sempre gostei de comprar o leite, o café, solúvel, a canela e o chocolate para fazer a mistura em casa. Então, levava pra sala dos professores e o pessoal adorava, se cotizava e juntava o dinheiro para eu comprar. Só que todos tomavam, mas nem todos contribuíam (risos). Foi então, que pensei: seria interessante desenvolver um dispositivo que só liberasse o cappuccino pra quem pagasse, ou seja, tivesse um código pra ter acesso ao produto, e assim surgiu a ideia”. O projeto foi desenvolvido ao longo de dois anos.

Outra criação exposta na Mostra foi o “Sistema de Medição sem Contato”, criado pelo aluno Joey Santos e o professor Verilton Nunes, com aplicação prática na indústria de peças. “A finalidade é diminuir o tempo e aumentar a precisão no processo de medição. A máquina mede e faz o controle de qualidade ao mesmo tempo. A peça passa na esteira, é medida por um sensor de laser e a que tiver o tamanho adequado é selecionada, enquanto a que não tiver é descartada”, contou Joey, que trabalhou no projeto por nove meses.

O Semáforo, a Maquina Dosadora e o Sistema de Medição, são Trabalhos de Conclusão de Curso dos estudantes, que irão defende-los até o fim deste mês. Amanhã, no último dia da Mostra, serão apresentados outros projetos, e haverá a apresentação dos Grupos de Pesquisa do IFPB Campus Cajazeiras.

LIDIANE MARIA – JORNALISTA DO IFPB/CAMPUS CAJAZEIRAS

SOBRE Christiano Moura

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