Cajazeiras-PB, 12/12/2017
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A memória de Rosilda Cartaxo

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Rosilda Cartaxo era natural de Cajazeiras, nascida a 31 de julho de 1921, filha do casal José Gonçalves Dantas e Maria Cartaxo Dantas. Faleceu em João Pessoa no dia 21 de junho de 2004. Os seus primeiros estudos foram ministrados por sua mãe. Depois, já alfabetizada, freqüentou escolas particulares, tendo como mestras as professoras Adélia de França, Rosa David e Vitória Bezerra. Em 1941, recebeu o diploma de professora, pela Escola Normal “Padre Rolim”, em Cajazeiras; no ano seguinte já lecionava no Grupo Escolar “Joaquim Távora”, no município de Antenor Navarro, atual São João do Rio do Peixe, ficando aí até 1947, para onde retornou mais tarde, em 1951, como diretora daquele Grupo Escolar. Em 1955, renunciou ao cargo, estabelecendo-se na capital do Estado, designada para lecionar no Grupo Escolar “José Américo de Almeida”.

Em João Pessoa, teve a oportunidade de exercer diferentes cargos técnicos tanto na área educacional como na cultural e no Serviço Social. Prestou serviços ao Estado, aos municípios, à Universidade Federal da Paraíba e à Legião Brasileira de Assistência (LBA). Para aprimorar seus conhecimentos. Rosilda Cartaxo participou de vários cursos e treinamentos realizados em João Pessoa, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Jovem dinâmica, versátil, irreverente, gozou de um respeitável círculo de amizades entre intelectuais, políticos e pessoas da sociedade. Atuou na Universidade Federal da Paraíba, onde, como Relações Públicas, viajou pela Europa visitando Portugal, Itália, Paris e Londres, acompanhando o Coral Universitário.

Também teve uma atuação especial junto à Campanha de Educação Popular – CEPLAR, onde serviu como responsável pelo Serviço de Administração da primeira Diretoria, escapando por milagre do IPM contra os integrantes da entidade de cultura popular, instaurado em 1964. Como se recorda, a CEPLAR adotava o método de ensino de Paulo Freire visando a conscientização popular em favor dos Movimentos de Educação de Base. Rosilda veio para o Instituto em 1968, trazida pelo Presidente Humberto Nóbrega, então Reitor da UFPB, para ser sua secretária e organizar a biblioteca do IHGP. Por conta de sua atividade intelectual, ora fazendo palestras, ora escrevendo nos jornais, ora publicando livros, foi candidata a uma vaga no IHGP, sendo eleita. Assumiu a Cadeira nº. 27 em 22 de setembro de 1974, sendo saudada pelo historiador Wilson Seixas.

Exerceu vários cargos na Diretoria do IHGP, sendo alçada à sua Presidência para o período 1983/1986, tornando-se a primeira mulher a ocupar aquele posto num Instituto Histórico. Sua administração foi bastante eficiente. Rosilda foi sócia fundadora do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica e do Clube do Escritor Paraibano. Foi agraciada com o título de Cidadã Pessoense e considerada Pesquisadora com Honra ao Mérito pela Academia Paraibana de Poesia. O Instituto Histórico lhe outorgou a Comenda e Medalha do Mérito Cultural “José Maria dos Santos”. Além de vários artigos na Revista do IHGP, publicou os seguintes trabalhos: Estrada das Boiadas (Roteiro para São João do Rio do Peixe), 1975; Barra do Juá (Discurso de posse no IHGP), 1975; A Vila em Festa, 1981; As Primeiras Damas, 1989; Mulheres do Oeste, 2000. Deixou vários trabalhos inéditos.

Fonte: IHGP. GUIMARÃES, Luiz Hugo. Rosilda Cartaxo – Historiadora do Sertão, 2001.

DO BLOG CAJAZEIRAS DE AMOR

SOBRE Christiano Moura

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