20% dos paraibanos têm menos de um ano de estudo, revela IBGE


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Um em cada cinco paraibanos tem menos de um ano de estudo e, no outro extremo, 31,6% da população paraibana permanece estudando por pelo menos 11 anos. Os dados são da Síntese dos Indicadores Sociais 2013, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na manhã desta sexta-feira (29) e referentes a 2012. As instituições mais frequentadas nos três níveis de ensino (fundamental, médio e superior) são as públicas, sendo que a menor diferença foi identificada nos cursos de graduação, onde 52,6% dos estudantes paraibanos matriculados neste nível são alunos de universidade públicas. No nível médio, a escola pública recebe 82,5% dos alunos.

Outro quadro revelado pelo estudo do IBGE é que apenas um terço dos jovens paraibanos com idade entre 18 e 24 anos está estudando. Por outro lado, 97,7% da população que tem entre 6 e 14 anos está matriculado. Os números também revelam que metade dos adolescentes entre 15 e 17 anos (82,8%) que estão estudando estão matriculados no ensino médio (43,6%), o que indica um alto nível de distorção série/idade.

Desigualdade de gênero no trabalho – A pesquisa do IBGE também se debruçou sobre o mundo do trabalho e indicou que as mulheres continuam ganhando menos que os homens. Enquanto a renda média deles fica R$ 1.061, a delas não passa de R$ 829. A diferença é mais acentuada entre os trabalhadores informais, situação em que as mulheres ganham, em média, apenas 70% da renda média dos homens. Já no mercado formal, a renda feminina é de 81% do que os homens ganham.

Em relação à questão de etnia, os negros ou pardos têm mais chance no mercado informal, já que 64% da população que se identifica desta forma está empregada nesta situação, que emprega 54,4% dos que se identificam como brancos. Enquanto isso, no mercado formal a situação se inverte: ele emprega 45% dos brancos e 35,3% dos negros e pardos.

O trabalhador paraibano trabalha em média 55,1 horas, mas também neste sentido se apresenta a desigualdade entre homens e mulheres: elas trabalham 55,6 horas semanais contra 51 horas na carga horária deles. O principal fator que influencia neste resultado são os afazeres domésticos, já que as mulheres gastam o dobro do tempo que eles dedicam à casa: são 22,8 horas para mulheres e apenas 11 para eles. No mercado de trabalho a diferença a favor delas é pequena: 40 horas de trabalho entre os homens contra 32,8 entre as mulheres.

Apenas 38,7% dos 1,6 milhão de trabalhadores paraibanos são formalizados. A proporção quase empata com o resultado da região nordeste (38,6%), mas está bem abaixo da média brasileira de 56,9%. As mulheres representam minoria do quadro de trabalhadores na Paraíba: são 704 mil para 964 mil homens. A maior taxa de desemprego foi registrada na população entre 16 a 24 anos, onde um em cada cinco jovens está fora do mercado. No grupo produtivo entre 25 e 39 anos, a taxa de desemprego é de 7,5%, superior à taxa nacional de 5,7%.

G1

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