Zé Aldemir quer CPI para apurar rombo de R$ 70 milhões no Ipam

Prefeito quer esclarecer todas as questões e mostrar os desmandos ocorridos ao longo do tempo no instituto e também na SCTrans

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O prefeito José Aldemir (PP) enviou ofício ao presidente da Câmara Municipal de Cajazeiras, vereador Marcos Barros de Souza, sugerindo a instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar desvios de recursos e ausência de repasses à Superintendência Cajazeirense de Transportes e Trânsito (SCTrans), no período de 2013 a 2016, e no Instituto de Previdência e Assistência Social do Município de Cajazeiras (Ipam) em todas as gestões, desde sua criação até hoje.

A sugestão do prefeito ocorreu após ser proposta a abertura de CPI para apurar a situação do Ipam que, ao longo do tempo, tem piorado seu desempenho com o enorme débito aumentado a cada gestão, ocasionando um grave problema para os servidores municipais. Estima-se que a dívida com o Ipam gira em torno de R$ 70 milhões.

Para José Aldemir, é preciso esclarecer todas as questões e mostrar os desmandos ocorridos ao longo do tempo.

Bate-boca – Durante uma audiência pública na Câmara Municipal de Cajazeiras, na terça-feira (10), para debater o velho problema do rombo financeiro no Ipam, o presidente da Câmara, Marcos Barros, e o professor e sindicalista Francisco das Neves bateram boca.

Das Neves reclamou da decisão da Câmara de autorizar o município a parcelar mais uma vez a dívida que tem junto ao órgão. Para Das Neves, o parcelamento atrapalhou ainda mais a vida dos servidores públicos.

“Foi tão grande o mal contra nós, a quem já é servidor aposentado, quem quer se aposentar, que mesmo que vocês quisessem a partir de agora reverter essa situação, eu ainda acho que é difícil”, disse o professor.

Marcos Barros reagiu afirmando que o Legislativo não tem poder para obrigar os prefeitos a pagarem a dívida. “O problema é que Das Neves quer transferir a responsabilidade do Executivo para o Legislativo”, respondeu o vereador.

Rombo – O Ipam é o órgão municipal responsável por pagar aposentadorias, pensões e outros benefícios do gênero. No entanto, sofre com um rombo financeiro deixado por várias gestões municipais que não repassaram verbas ao instituto.

De acordo com dados apresentados pela diretora financeira de entidade em junho do ano passado, o montante de verbas não repassado ao órgão nas últimas décadas ultrapassa os R$ 70 milhões.

FONTE: PORTAL CZN DIÁRIO DO SERTÃO
ELIANE BANDEIRA

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