Zé Aldemir: médico a serviço do povo

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José Aldemir Meireles de Almeida nasceu em Cajazeiras (PB) no dia 13 de janeiro de 1946, filho de Amelino Ferreira de Almeida e de Aldenir Meireles de Almeida.

Em 1966, ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa, graduando-se em 1971. No ano seguinte iniciou o curso de pós-graduação em angiologia e cirurgia vascular periférica na Universidade de São Paulo (USP), concluindo-o em 1974. Nesse mesmo ano tornou-se médico do Hospital Samaritano na capital paraibana e, de 1975 a 1976, clinicou no Hospital Antônio Targino, em Campina Grande (PB). Ainda em 1975 passou a exercer o cargo de angiologista do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS), em João Pessoa, assim como o de médico perito do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), também na capital paraibana.

Filiando-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), no pleito de novembro de 1982 concorreu a uma cadeira de deputado estadual na Paraíba, conseguindo apenas uma suplência. Exerceu o mandato na Assembléia Legislativa de 1983 a 1984. Nas eleições de novembro de 1986 voltou a concorrer e foi eleito deputado estadual constituinte. Assumindo uma cadeira na Assembléia Legislativa da Paraíba em janeiro do ano seguinte, passou a integrar, como titular, a Comissão de Defesa do Consumidor, da qual tornou-se vice-presidente, e como suplente as comissões de Saúde, de Educação e Cultura, de Negócios Municipais e de Transportes, Comunicação e Obras. De 1988 a 1990 foi vice-líder do governo na Assembléia e de 1989 a 1990 presidiu a Comissão de Saúde e tornou-se titular da Comissão de Educação e Cultura.

Reeleito deputado estadual em outubro de 1990, sempre pelo PMDB, iniciou seu segundo mandato em fevereiro do ano seguinte. Ainda em 1991, presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde e tornou-se primeiro-secretário de seu partido, função que ocuparia até 1992, quando passou a delegado do Diretório Estadual do PMDB na Paraíba. Em 1993, foi indicado vice-presidente da Comissão de Saúde, cargo que exerceria até 1994. Nestes dois anos foi ainda vice-presidente da Comissão de Defesa da Cidadania, da Criança e do Adolescente e suplente nas comissões de Justiça, de Desenvolvimento e de Educação, Cultura e Desporto.

No pleito de outubro de 1994 elegeu-se deputado federal pela Paraíba com 32.657 votos na legenda do PMDB, coligado com o Partido Progressista Reformador (PPR), o Partido Social Cristão (PSC), o Partido Popular Socialista (PPS), o Partido Progressista (PP), o Partido Social Democrático (PSD), o Partido Republicano Progressista (PRP) e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), recebendo votos do sertão e da zona litorânea do estado.

Assumindo sua cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1995, ainda nesse ano, tornou-se titular da Comissão de Agricultura e Política Rural, da Comissão Especial do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) que alterava o Sistema de Previdência Social e da que tratava do incentivo ao turismo, da qual tornou-se vice-presidente, e suplente da Comissão de Seguridade Social e Família e das comissões especiais do PEC sobre o novo conceito de empresa nacional, do que tratava dos Cassinos no Brasil e do que modificava a Constituição federal no capítulo sobre a inviolabilidade do direito à vida, entre outras.

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Dentre as principais votações das emendas constitucionais enviadas ao Congresso Nacional pelo Executivo federal em 1995, não acompanhou a orientação da base parlamentar governista em algumas matérias, votando contra a quebra do monopólio estatal nas telecomunicações e da Petrobras na exploração do petróleo. Nas demais, porém, foi fiel ao governo, votando a favor do fim do monopólio dos governos estaduais na distribuição do gás canalizado, à abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras, ao fim de todas as diferenças legais entre as empresas nacionais e estrangeiras e da prorrogação por 18 meses do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF).

Em 1996 passou a titular da Comissão de Seguridade Social e Família, da qual tornou-se terceiro-vice-presidente, e suplente da Comissão de Desenvolvimento Urbano e Interior e das comissões especiais dos PECs sobre reeleição e a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), além de outras.

Dentre as principais votações havidas na Câmara ao longo desse ano, o deputado José Aldemir votou a favor de todas, tais como a reforma da Previdência e a recriação do imposto do cheque, que deixou de se chamar Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) e ganhou o novo nome de CPMF, entre outras.

Em janeiro de 1997, esteve ausente quando da votação em primeiro turno do projeto de emenda constitucional que permitia aos ocupantes do Poder Executivo concorrerem à reeleição, mas votou a favor no mês seguinte, quando a emenda foi aprovada no segundo turno na Câmara dos Deputados. Em novembro desse ano votou contra o projeto de reforma administrativa do governo que, ao ser aprovado, quebrou a estabilidade do servidor público. No pleito de outubro de 1998 concorreu a novo mandato de deputado federal na legenda da coligação comandada pelo PMDB, mas só obteve uma suplência. No início do mês seguinte, votou a favor do projeto governista de reforma da Previdência que fixou o valor máximo para aposentadorias no setor público, bem como a idade mínima e o tempo de contribuição no setor privado. Permaneceu na Câmara dos Deputados até o fim de janeiro de 1999, quando se encerraram o seu mandato e a legislatura.

Em 2002, elege-se novamente deputado estadual, repetindo o feito em 2006, 2010 e 2014. Renuncia ao mandato para concorrer ao cargo de prefeito de Cajazeiras em 2016. Eleito, toma posse a 1º de janeiro de 2017 como prefeito da sua cidade natal.

Casou-se com Paula Francinete Lacerda Cavalcante de Almeida, com quem teve duas filhas.

INFORMAÇÕES: FGV
ELIANE BANDEIRA

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