Cajazeiras-PB, 22/10/2017

Varejo paraibano tem segunda maior queda do país

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As vendas no varejo paraibano em fevereiro de 2014 registraram uma queda de 2,7% ante o mês de janeiro. Entre os estados do Nordeste, a Paraíba foi onde o varejo apresentou o pior desempenho na Região e a segunda maior queda do país.

No Nordeste, além do Piauí (-0,8%), Bahia (-0,3%) foi o único que teve um volume de vendas negativo. Já o país cresceu 0,2%, na mesma comparação. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em janeiro sobre dezembro, o volume de vendas da Paraíba havia crescido 0,7%.

Na comparação com fevereiro do ano passado, houve um crescimento de apenas 6,6%, o mais fraco entre os estados do Nordeste. Em fevereiro do ano passado, a Paraíba havia registrado alta de apenas 1,9%. O país voltou a crescer acima da Paraíba nessa comparação (8,5%)

A Região obteve um bom desempenho frente a outros estados e à média brasileira: na análise anual, Alagoas foi o estado brasileiro onde o varejo mais cresceu, atingindo uma taxa de 18,1%. Na comparação de fevereiro contra janeiro de 2014, o Ceará ficou na frente, com 1,8% de crescimento nas vendas do varejo – atrás apenas do Amapá (3,8%), Pará (2,4%) e Mato Grosso (2,1%) em nível nacional.

Já no acumulado dos 2 primeiros meses deste ano a variação do volume de vendas do varejo foi de 5,6%, enquanto nos últimos 12 meses atingiu 8,9%. “O varejo paraibano notou demais essa retração”, lamenta o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas da Paraíba (FCDL), José Artur de Melo de Almeida.

“Tivemos um primeiro trimestre onde janeiro foi rasgado, fevereiro foi razoável e março foi terrível. Pode esperar um resultado pior para o mês de março”, conta. Segundo Artur Almeida, os últimos dados consolidados pela CNDL do mês de março apontam que houve uma retração no país de 4,5% em relação ao mês de março do ano passado.

Para Artur Almeida, o momento econômico enfrentado pelo Brasil é desfavorável para o comércio, e que o maior responsável por esse quadro é a inflação. Ontem, economistas do Banco Central elevaram a previsão anual para 6,47%, valor que encosta no teto estipulado pelo governo, de 6,5%.

“Se com R$ 6 mil hoje é possível comprar dez camisas, daqui a alguns meses você só vai poder comprar oito ou nove camisas, e isso impacta as vendas. A inflação tem sido o maior gargalo para o crescimento do varejo, e isso gera muita dificuldade em manter a atividade econômica”. Além da Paraíba e Amazonas (-4%), que teve a maior retração, outros nove estados registraram queda em fevereiro.

VAREJO PERDE FORÇA – Segundo pesquisa do IBGE, o comércio, no período, vendeu 0,2% a mais que no mês anterior, mostrando perda de força com moderação no consumo. Em janeiro, a alta em relação a dezembro havia sido de 0,4%.

Segundo a pesquisadora do IBGE, Aleciana Gusmão, o resultado negativo para o comércio paraibano não reflete o comportamento de um setor específico, mas o varejo em geral, seguindo a tendência da série histórica. “Apesar de ser um decréscimo, não é tão grande, está próximo de zero”, afirma. As vendas no varejo desaceleraram em fevereiro.

JORNAL DA PARAÍBA

SOBRE Christiano Moura

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