Cajazeiras-PB, 22/10/2017

Tiro que matou cajazeirense em JP não foi acidental, aponta laudo

erica-vanessa

O resultado dos exames realizados pelo Instituto de Polícia Científica (IPC) no corpo de Érika Vanessa de Sousa Lira, 31, assassinada no dia 26 de abril deste ano, foi entregue nesta terça-feira (13), a titular da Delegacia de Crimes contra a Pessoa (Homicídios) da Capital, Roberta Neiva. Segundo informações da Secretaria de Comunicação do Estado (Secom-PB), o laudo contraria a versão de José Itamar de Lima Montenegro Filho, 38, acusado do crime e namorado da vítima, segundo o qual o disparo que causou a morte teria sido acidental.

O laudo já foi encaminhado ao Ministério Público. O crime aconteceu no apartamento da vítima, no bairro do Bessa, em João Pessoa. De acordo com os exames, a bacharela em Direito, Érika Vanessa, foi atingida por um tiro de revólver calibre 38, à distância e horizontalmente, da esquerda para a direita. Para a delegada Roberta Neiva, o laudo confirma o que o tiro não foi acidental, como apurado nas investigações realizadas pela Polícia Civil.

“Em depoimento à Delegacia de Homicídios, na presença de advogados, José Itamar, que também é bacharel em Direito, informou que ele e Erika Vanessa estariam em uma discussão, quando caíram na cama e ela teria tentado pegar a arma, causando um disparo acidental. Os exames não confirmam isso. Na verdade, contrariam a versão dele, pois o tiro foi disparado a mais de um metro de distância da vítima, de acordo com o que apuramos nas investigações sobre o fato de ele ter sido proposital”, frisou a delegada. Ela também ressaltou que a conclusão médico-legal deixa claro que a causa da morte de Érika Vanessa foi o tiro, e que outros exames realizados no apartamento da vítima ainda estão em andamento.

Ainda no período da tarde, o Ministério Público denunciou José Itamar pelo crime de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. Ele continua detido na sede do 5º Batalhão de Polícia Militar, no Valentina, por cumprimento de mandados de prisão preventiva pelo homicídio de Érika e também pelo crime de atentado violento ao pudor mediante fraude, cometido contra uma criança de três anos.

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