Sem o senador Raimundo Lira, Cajazeiras perde espaço na disputa ao Congresso Nacional


Resta menos de sete meses para o mandato do Senador Raimundo Lira se expirar. A partir de 2019, Cajazeiras volta mais uma vez a ficar órfã de um representante no Congresso Nacional. Residia no senador Lira a nossa mais expressiva oportunidade de termos uma voz para defender as nossas lutas e interesses, mas com sua desistência, nossas esperanças se esvaem no espaço e no tempo.

Qual a voz que vai ecoar nos meandros tortuosos do Congresso e nos gabinetes dos ministros em defesa da criação da Universidade Federal do Sertão, da instalação em Cajazeiras da Reitoria do Instituto Federal de Educação, a continuidade da duplicação da BR 230, do asfalto para o Distrito de Engenheiro Avidos e outras lutas?

Lira vai deixar marcas importantes de sua ação parlamentar, não só em Cajazeiras, mas em toda a Paraíba. O IML, o tão sonhado e desejado equipamento está sendo construído com verba de sua lavra. O balizamento noturno e a liberação pela ANAC do nosso aeroporto foram determinantes não só os recursos conquistados por ele, mas a sua presença constante, nos gabinetes dos ministros, para que ocorresse a sua conclusão e hoje este importante equipamento simboliza a reconquista do que se perdeu no passado, além da elevação da auto-estima do povo de Cajazeiras.

Ressalte-se que o mandato de Senador, com seu o estilo rigoroso, operoso e honesto, originado da experiência da iniciativa privada foram transplantados para os meandros da difícil atividade parlamentar. Com uma veemência própria dos abnegados, com uma dedicação extremada, competência e respeito pelo bem público, vem se conduzindo incólume e sem arranhões, durante todo o seu mandato, não se deixando envolver pelas veredas das “facilidades”, que encantou a tantos e muito menos se deixou corromper.

Durante o seu primeiro mandato, ainda hoje se perpetua na lembrança do povo, a valorosa ação do senador Lira, na construção/conclusão da Escola Técnica Federal de Cajazeiras, uma das maiores obras realizadas, no século XX, em Cajazeiras.

Em 1994 tentou a reeleição, mas não logrou êxito e após afastar-se da política por quase vinte anos, emprestou seu nome para compor a chapa do PMDB e foi eleito primeiro suplente do então senador Vital do Rêgo filho, que após a sua renúncia para assumir uma vaga no Tribunal de Contas da União, foi elevado à condição de titular.

Desde então, Raimundo Lira, tem buscado se envolver com os anseios e com as grandes lutas do povo de Cajazeiras e abriu as portas dos gabinetes ministeriais em Brasília para a então prefeita de Cajazeiras, Denise Albuquerque e desde o dia primeiro de janeiro de 2017, já na administração do prefeito Zé Aldemir, tem se constituído no mais leal e autêntico defensor de todas as causas de nossa cidade.

Republicanamente, Raimundo Lira, estava colocando o seu nome para retornar ao Senado Federal e vinha conquistando espaços eleitorais importantes na nossa região, mesmo entre os agentes políticos que seguem outra orientação partidária, a exemplo do prefeito de Cajazeiras, médico José Aldemir, que já havia declarado ser seu eleitor em qualquer e sob qualquer hipótese nas eleições deste ano. Este gesto do prefeito de Cajazeiras foi simbólico e de uma digna ação de filho do mesmo chão e das mesmas raízes e acima de tudo do reconhecimento pelas demandas que o Senador Lira tem conseguido em Brasília para Cajazeiras. Foi o gesto da gratidão que está muito além das posições partidárias e também um sinal de amor a Cajazeiras, mas lamentavelmente, Lira desistiu de ser candidato.

Cajazeiras vai perder uma voz no Congresso Nacional. Este é o tipo do silêncio que perturba, que incomoda e que rasga a alma dos filhos de cajazeiras.

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