Cajazeiras-PB, 19/10/2017

[REUDESMAN LOPES] Medalha de ouro para o Brasil

Se passamos longe de alcançarmos o tão desejado sonho de chegar perto das medalhas e da classificação final quanto ao quadro de medalhas a que previu o Comitê Olímpico Brasileiro, e no meu modo de ver, acho que fomos bem para um país que não cultua investimentos fortes nos esportes e principalmente na base que é o esporte na escola, por outro lado, podemos comemorar que a impressão deixada pelo país e em especial pelo Rio de Janeiro aos que aqui vieram para participar dos Jogos Olímpicos – Rio 2016 é digna de uma medalha de ouro.

A verdade é que toda aquela avalanche de noticiários que correu o mundo e até o próprio Brasil levando o temor pelas epidemias e pela insegurança, fora deixada de lado pós Jogos e, o que mais presenciamos a quem veio ao nosso país para vibrar com as olimpíadas foi a sua alegria em poder desfrutar de um momento singular para os esportes de uma maneira geral. Os comentários pós jogos são os mais belos possíveis sobre esta competição, o Rio de Janeiro e o Brasil, estão hoje em um patamar de excelência, tanto assim que as vendas de ingressos para os Jogos Paraolímpicos explodiram em termos de procura e de compra, isso é bom para nosso país, aliás, fantástico.

Como falei anteriormente, entendo que o nosso país, se não chegou a ser brilhante em termos de conquistas, pode sim comemorar alguns resultados magníficos e eles vieram com a conquista do tão sonhado ouro no futebol e no voleibol masculino, no voleibol de praia masculino, no boxe, na vela, na canoagem no tiro e principalmente no atletismo no salto de vara. Lógico que o caminho tem os seus espinhos, assim, destaco as nossas frustrações com a natação que saiu das piscinas sem nenhuma medalha, o atletismo nas provas de pista, o voleibol e o futebol feminino que ficaram longe das expectativas, o basquetebol feminino muito fraco e o basquetebol masculino também deixaram a desejar, decepção com o handebol feminino que até então estava super cotado a pelo menos uma medalha.

Mas, o esporte é assim mesmo, a luta continua, agora, enquanto Tóquio 2020 não chega, vamos continuar a manter as nossas esperanças em que o Brasil possa colocar mais investimentos nos esportes, fazendo valer a força e o talento dos nossos jovens que com treinamento qualificado com certeza nos darão alegrias em um futuro que acredito não fica tão distante dos nossos sonhos. O nosso foco se volta para que possamos realizar as Paraolímpidas com o mesmo brilhantismo dos Jogos Rio 2016 e assim, contabilizarmos mais uma medalha de ouro para o nosso sofrido Brasil.

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Convocação contestada – Que Tite sempre foi quase uma unanimidade, isso ninguém duvidava. Que todos os brasileiros esperavam novidades na sua convocação, isso era uma certeza. Mas, o que não se esperava do treinador da seleção brasileira em sua primeira lista de convocados era a manutenção de uma mesmice que já cansou o torcedor, ele, entretanto, mostrou o que é um vício eterno dos nossos treinadores, não apenas de clube, mas, e sim da própria seleção nacional, o apadrinhamento. Chamar para vestir a camisa canarinho aqueles a quem eles o enxerga como um “jogador de seleção” e, falo aqui de Fagner e Paulinho, dois que foram seus jogadores no Corinthians e que acabam de ser convocados? É brincadeira de mau gosto.

CBF e empresários continuam a manipular escolha – Analisando o elenco convocado com mais atenção, um aspecto chama atenção e destaque, trazendo à tona uma velha controvérsia envolvendo a seleção brasileira: a relação da CBF com os empresários. Seis dos 23 convocados por Tite, incluindo dois nomes que surpreenderam, Giuliano e Taison, são representados por Carlos Leite, os outros quatro são: Paulinho, Gil, Fagner e Renato Augusto. Assim, logo se nota que mesmo com Tite os empresários continuam a mandar nas convocações da seleção, infelizmente essa é uma verdade.

BOLA DENTRO – Para o efeito Rio 2016. Foram vendidos em apenas um dia mais de 133 mil ingressos para os Jogos Paraolímpicos. Esse fenômeno estabeleceu um recorde para esta competição. Isso vale uma NOTA 10!

BOLA FORA – Para aqueles que direta e indiretamente torceram contra o Brasil na realização dos Jogos Rio 2016. Quem assim torceu, entendeu mais que ninguém, para estes, os contra, deu tudo errado. Eles merecem a NOTA 0!

SOBRE REUDESMAN LOPES

REUDESMAN LOPES
Professor de Educação Física e escritor. Autor dos livros "História do Futebol de Cajazeiras" e "Nazareth Lopes - Uma Vida de Ensinamentos"

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