[REUDESMAN LOPES] E assim vamos caminhando


Nunca fiz segredo quanto à minha postura como cidadão da amada Cajazeiras no quesito relacionado às cobranças para vê-la mais altiva, mais animada, mais participativa e, como digo sempre, mais vaidosa como ela deveria e merecia ser.

Assim, como sou de uma geração acostumada com as tradicionais festas que aconteciam no Cajazeiras Tênis Clube e que novamente começa a se mostrar objeto de força de pessoas que lutam pela manutenção deste, fiquei emocionado, por demais, ao ver o piso do dancing, passando por uma revitalização. Que bom se este exemplo de Helena, Rubismar Galvão e outros colaboradores pudesse ser transportado para outras áreas como forma de motivação naquilo que perdemos a muito tempo, que eu chamo de vaidade para com Cajazeiras.

Fico triste quando vejo a nossa caminhada todos os dias ali no Açude Grande com os seus praticantes lutando contra um piso desnivelado e que ao final desta atividade saímos com dores nos pés, nas pernas e nas costas. Fico ainda mais penalizado em ver a luta dos meninos do basquetebol que estão com bacia nas mãos a remendar os buracos do cimentado da quadra do Açude Grande e que sonham em mudar um visual entristecido pelos alambrados que a cerca, esburacados pela falta de conservação e ação dos vândalos, sem falar na precária iluminação para que as atividades desportivas possam se realizar no período noturno e assim os nossos jovens ao invés de ir a procura das drogas pudessem ter neste ambiente um encontro com a prática e a cultura dos esportes.

Cajazeiras tem tudo para ser “aquela cidade”, entretanto, sigo no discurso, estamos adormecidos, falta-nos definição de objetivos e sonhos a buscar, aquelas pessoas que poderiam se doar mais aos projetos e ações para com a terra do Padre Rolim, simplesmente cruzaram os braços. Um fato grave nos chama a devida atenção, perdemos a confiança naqueles que até então tínhamos como nossos ditos lideres, justamente eles que nos acalentava com promessas fazendo-nos esperar, crer e ter fé em dias melhores e o mais triste é ver que não temos “o novo”.

Quantas vezes levantamos aqui a nossa prece a Deus para que os nossos representantes pudesse entender a dimensão que seria a construção de um ginásio poliesportivo, de uma pista de atletismo e com ela pudéssemos revelar tantos talentos que temos e fosse esta, um caminho contra as drogas e a prostituição de nossas crianças cajazeirenses. Mas, é assim que vamos caminhando, com sonhos, esperanças e fé. Até quando? Só Deus sabe.

caminhada

Força do pedal – Encontrei com o amigo Cassiano lá no Açude Grande e este me contou de forma entusiasta sobre a possibilidade de quando um dia o asfalto descer para o nosso Buqueirão, a estrada ganhar uma ciclovia. Amante da Bike, ele falou que um grupo de cajazeirenses e cajazeirados já haviam recebido por parte de um político local ligado ao Governador Ricardo Coutinho a certeza desta importante obra que traz mais motivação aos praticantes deste esporte. É o que chamo e entendo como a “força do pedal” e a união deste grupo o faz ainda muito mais forte que se pensa.

Calados – Faz algum tempo que recebi em minha residência a visitas de alguns cajazeirenses, desportistas natos, que de forma muito contundente estavam a projetar algumas ações que visava uma reforma no Estádio Higino Pires Ferreira. Na fala destes de pedido do nosso apoio ao projeto, percebi o temor pelo estado que eles entendiam se encontrar aquela que foi a nossa principal praça de esportes. Pois bem, o tempo passou e até este momento tudo se calou, pelo visto, posso adiantar que eles não encontraram a devida aceitação pelo sonho acalentado de recuperar o Estádio Higino Pires Ferreira. São coisas de Cajazeiras.

BOLA DENTRO – Para o sonho do Sousa Esporte Clube na construção do seu Centro de Treinamento. Pela grandeza do Dino, projeto mais que louvável e merecido. Cabe aos sousenses o apoio total para esta realização. Isso merece uma NOTA 10!

BOLA FORA – Para a vergonha que vem causando ao Brasil os prédios para alojamentos dos atletas que participarão das olimpíadas Rio 2016. Tivemos muito tempo para deixar tudo pronto, mas, como estamos acostumados com o “jeitinho”, que aguentemos a avalanche de péssimas notícias mundo afora. Isso vale uma NOTA 0!

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