Quem é o santo?


Recentemente estive em Juazeiro do Norte e pude testemunhar a pujança e o desenvolvimento da Terra do Padre Cícero, e pensar numa comparação de que seria o mais santo, se ele ou o nosso Padre Mestre.

Embora a Santa Madre com bem um século de atraso tenha devolvido suas ordens religiosas ao fundador de Juazeiro, se a gente for comparar, a obra de seus sucessores, não resta nenhuma dúvida, se santidade se revelar através de desenvolvimento, não existe termo de comparação, tanto no comércio, que eu vi pelo menos duas redes atacadistas, a Assaí e o Varejão, que dão de dez em qualquer empreendimento congênere de nossa terra, se pensar em comparação é um absurdo uma humilhação; em outros termos, e eu dou o exemplo da estrada recém construída que liga o Aeroporto de Juazeiro à entrada de Missão Velha, e antes nada havia, em agosto do ano passado estava na terra, e hoje asfaltada, e comparo por exemplo com a estada que liga a BR 230 ao açude de Engenheiro Ávidos, uma reivindicação secular do mesmo jeito há um século, alem do enorme memorial homenageando o Padre Cícero, enquanto por aqui se perdem as relíquias de Pe. Rolim, inclusive não se tem onde guardar seus objetos de ensino, a gente tem que tirar o chapéu para nossos vizinhos do Cariri e reconhecer o seguinte: em termos de sucessores, não fica qualquer dúvida de quem era o santo. Enquanto os de lá ficam tocando seu trabalho e pondo adiante suas crenças, nós nem sabemos onde nosso patriarca está enterrado.

Então fica um pouco de lado a questão da santidade ou não, que um século atraz a Igreja repudiava, e segundo li no livro “Milagre no Joaseiro” do brasilanist Ralph de La Cava, um dos seguidores do taumaturgo do Cariri, atravessou o oceano e passou uma década em Roma tentando no que pode, revogar a condenação a que o Padre Cícero foi penalizado.

Não seria o caso de quem era mais santo, mas e muito especialmente, quem tinha os melhores romeiros o segredo que a nossa situação nos mostra. Enquanto a gente fica aqui de braços cruzados, e esperando pela dádiva do céu, nossos vizinhos arregaçam as mangas e trabalham produtivamente para desenvolver a cidade e região, eis a grande diferença, que qualquer um dos nossos concidadãos sentem sempre que tenhamos de nos deslocar para os Grandes Centros, na realidade, em Juazeiro se trabalha melhor, eis a grande diferença, e não o clima menos seco, ou a questão de quem seria o mais bafejado pelo sopro divino.

Enquanto isso, cada vez mais, vamos nos tornando, se é que não já somos, uma cidade satélite da potência regional que cada vez mais se afirma no Cariri.

Enquanto isso, ficamos a remoer picuinhas.

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