Na distante cidade de Cajazeiras dá para sentir a fedentina da podridão do lixão do Planalto Central. As entranhas da República estão contaminadas de uma doença incurável: a corrupção. E a sociedade só tem um caminho: debelar, através do voto, estes políticos que a representa nos atuais dias.

A grande luta do povo brasileiro deverá ser uma cruzada anticorrupção através do voto livre e soberano para extirpar do poder esta carcomida classe política ora instalada no poder e substituí-la, possivelmente, por uma menos corrupta. Indiscutivelmente, o voto é a nossa verdadeira arma contra a indignação e a humilhação a que estamos sofrendo e sendo submetido.

A corrupção político-partidária sistêmica só será combatida quando mudarmos efetivamente as leis processuais e penais, mas com este congresso “bichado”, com raras exceções, será impossível a construção de leis que possam ir de encontro aos seus interesses e aos próprios delitos por eles cometidos.

Quando será que o Brasil vai deixar de ser o país das crises? Mal acaba uma, outra já é iniciada e vivemos uma atrás da outra. Este fato é mais uma demonstração da necessária mudança dos elementos que compõem a atual classe político-partidária.

Perder as esperanças? Jamais! É preciso acreditar que um dia as verdadeiras mudanças haverão de acontecer, mas enquanto não chegam o grande sacrificado é o povo, principalmente os menos favorecidos, os desempregados e os milhões de miseráveis que vivem a expensas do programa Bolsa Família.

Quando ouço ou leio as noticias sobre os milhões de reais que são roubados pela classe política me lembro da miséria da periferia de Cajazeiras, onde famílias inteiras passam fome e vive na mais extrema pobreza.

Quando vejo imagens de muitos políticos deste país em nababescas orgias e festas, principalmente no exterior, me recordo das campanhas que mando fazer na Rádio Alto Piranhas para implorar a caridade do povo uma ajuda para um infeliz pai de família comprar alimentos para sua família.

Quando vejo os ladrões da sofrida e amada pátria devolverem parte do que nos foi roubado, lembro da fila imensa que existe para realizar cirurgias eletivas em nossos hospitais.

Quando vejo as empreiteiras super faturando os valores de suas obras, em licitações “viciadas”, me lembro do quanto estamos sofrendo com a falta de água e de uma obra que já deveria ter sido terminada e com valores bem menores, que resolveria em parte este sofrimento, que seria a Transposição das águas do Rio São Francisco.

Quando vejo uma empresa ligada ao setor agropecuário do Brasil “distribuindo” milhões de reais para políticos corruptos, negociados dentro dos palácios de Brasília, me lembro da dizimação do nosso rebanho de gado, nos últimos seis anos de seca braba neste sertão esquecido e desprezado das ações governamentais para obras estruturantes que pudessem gerar emprego e renda.

Quando vejo a apreensão de valiosas obras de artes e jóias preciosas, não poderia esquecer o quanto os nossos valores artísticos e culturais são insignificantes diante do contexto nacional e da quase total ausência de uma política cultural com agenda positiva.

Espero viver para ver este país livre de tantas mazelas, dentre elas, a corrupção e que eu possa continuar cantando: um filho teu jamais foge da luta.

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