[PEPÉ PIRES FERREIRA] O país à beira do abismo e a falácia do Estado mínimo


abismo-1050x525-1050x525

Por onde quer que se vá, tem um assunto que sempre se comenta. A crise decerto, em quase todos os seguimentos de nossa vida cotidiana, sempre ocupa um bom tempo, isso para justificar o atraso nas contas, um negócio adiado, um pedido de parcelamento de dívidas, por onde quer que se vá, se apresenta essa choradeira. Como já falei, tudo que seja dificuldade, existe alguém ganhando de alguma forma, ou como já apresentei: Se todo mundo tá chorando, tem alguém vendendo lenço, mas é de se preocupar, pois não se restringe essa crise ao nosso entorno imediato, estive há pouco em Recife, e na outrora próspera e dinâmica Av. Recife, que antigamente era o “contorno” da capital pernambucana, a gente em vez de ver lojas, comércios, conjuntos residenciais, , só vê placas de “vende-se “ ou “ aluga-se”. Eu achava que era um fenômeno cajazeirense…

De fato a crise veio, e forte.

Então qual a solução que nosso atual governo tem encaminhado: O congelamento do teto de gastos por vinte anos. É mais ou menos o seguinte: acima disso que se gastou, não se pode gastar mais. Agora, o grande problema, é que se vai contingenciar numa baixa, quando quase todos os seguimentos estão sem recursos para se manterem. Dr. Dráusio Varela (na minha opinião acima de qualquer linha política) se pronunciou afirmando que isso vai “inviablilizar o SUS”, isso num tempo em que os tratamentos e os remédios que são produzidos estão cada vez mais caros, visto que mais modernos eficazes, os exames, a cada dia se criam máquinas mais sofisticadas, que diagnosticam mais doenças e mais precocemente, por exemplo, a Tomografia Computadorizada por emissão de Pósitrons, que em alguns casos, diagnostica um câncer anos antes que ele venha a ficar irreversível. Uma máquina dessas deve custar uma fábula, os remédios inteligentes estão a nossa porta, e com seus custos. O mesmo no caso da educação: precisamos de professores em maior número, e mais capacitados, visto que nossa sociedade evoluiu, ou tem que evoluir para não ficar defasada nesse mundo globalizado, e com menos gastos para a educação que esse teto vai acarretar para ser cumprido, outro grande nome de nossa educação, já afirmou que estaremos jogando no lixo a formação de nossas futuras gerações. O mesmo caso da interrupção ou da freada que se deu no programa “Minha casa minha vida”, em que além dos donos de casa de material de construção venderem menos, se ceifou o emprego de um grande contingente de Pedreiros, serventes, pintores, em resumo, da “mão de obra menos qualificada”.

A solução que o atual governo coloca na minha opinião, e na opinião de muita gente é que seria um tiro no pé, de consequências gravíssimas a longo prazo.

Agora vamos ver nossa situação como país, eu que já vivenciei outras crises, e na minha modesta opinião maiores. Devemos ao F.M.I.? Não, somos seus credores. Nossas reservas cambiais estão exauridas? Temos muitos bilhões de dólares nas nossas reservas. Acabou o ferro, o petróleo, e outros minerais que exportamos? Nem estamos perto disso, paramos de produzir grãos? Não, continuamos produzindo como antes Novamente a resposta é negativa. Agora vamos chegar aos gastos “Estatais” se fez um trabalho de análise dessas obras tocadas pelo Estado (todos os seus entes) e se chegou a uma constatação que 90% das obras governamentais têm falhas graves em sua execução se encontra (sempre se encontra) um fator extraordinário, em que se vai exigir suplementação, uma forma experta de se superfaturar a obra, ou seja: Depois da licitação da obra ele tem que ser suplementada., pois no meio das obras se acaba a verba que foi contatada para executar toda a obra por causa dessa citada condição excepcional, e se vem com uma jabuticaba, fruta exclusiva do Brasil, o “aditamento da obra, ou seja, se colocar mais dinheiro nessa obra do que o contratado foi gasto, e vai-se colocando mais e mais recursos do estado para se acabar essa obra, e sucessivamente, ate que em alguns casos, a obra fica inviabilizada.

O estado mínimo que os Republicanos do Norte acham o pardígma de estado ideal, “a mão invisível do mercado”, deixou os Estados unidos a encarar uma das suas maiores crises da história, e o Governo Obama teve que tirar dos cofres públicos mais de um trilhão ( pasmem, trilhão) de dólares e injetar na economia para que os Estados Unidos e o mundo a reboque não quebrassem, É o que se quer fazer aqui.

Senhores um país não é uma quitanda de esquina que quebra em qualquer sinal de crise, espacialmente uma meio artificial como a presente, tem muitas formas de se achar medidas menos traumáticas para continuar nesse nível de gastos públicos. Hoje, fui ao banco, e vi que muitas bolsa – família foram cortadas. Quer se colocar de novo nas costas do pobre a conta do mau governo.

Estou vendo o arrastar (se é que se arrasta) da Reforma Política, esta só sai por iniciativa popular, deixar essa tarefa para à classe política, é como li recentemente, “entregar ao macaco um serrote para que Ele serre o galho onde está trepado”, ou seja não vai sair nunca…

A votação de ontem, que fatiaram as medidas anti – corrupção me dão razão.

No Comment

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *