Palma é irrigada por gotejamento no Ceará


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O gotejamento, uma técnica racional de irrigação mais aplicada em regiões áridas, será utilizado na produção de forragem para consumo animal, no plantio e cultivo de palmas. A novidade foi anunciada no lançamento do Sistema de Produção de Forragens nos municípios de Quixadá e Banabuiú, na região Centro do Estado.

A cactácea forrageira é adaptada ao semiárido, capaz de resistir a estiagem e produzir nesse período.

modelo, até então, era utilizado em programas públicos do Ceará somente na produção de grãos e hortifrutigranjeiros. Agora, além da palma, haverá também produção diferenciada do sorgo, através de aspersão, outra alternativa utilizada para racionamento de água e melhorias na produção.

Segundo o secretário estadual do Desenvolvimento Agrário (SDA), Nelson Martins, no total serão implantados oito módulos de produção das forragens especiais no Ceará. Serão 50 hectares de palma forrageira e 60 hectares de sorgo. Os insumos vegetais serão usados na alimentação animal.

O programa é uma iniciativa do Governo do Estado, através da SDA, em parceria com a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (CHESF). A própria Companhia juntamente com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ematerce)e o Instituto Agropolos é executora nas associações selecionadas, nos municípios escolhidos.

Selecionadas

As primeiras comunidades onde os módulos produtivos estão sendo implantados são as de Riacho do Meio, em Quixadá, e São Gonçalo, em Banabuiú. Cada uma delas recebeu investimento de R$ 14.654,79. Um pequeno produtor da agricultura familiar foi selecionado e ficará responsável por um hectare de cultivo.

Quando a palma estiver pronta para a colheita, os associados utilizarão um conjunto composto por ensiladeira, segadeira, enfardadeira e saqueadora para beneficiar a palma e distribuir com os outros pequenos produtores associados. “No total serão implantadas oito unidades de beneficiamento no Estado”, disse o coordenador de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas da Pecuária da SDA, Márcio Peixoto.

Além dessas novidades, as espécies de palma e de sorgo utilizadas no projeto piloto produtivo de forragem são diferenciadas. No caso da palma, está sendo distribuída uma nova variedade, resistente a Cochonilha Diaspis Echinocacti, principal praga desse tipo de vegetal. Cada raquete de palma custa R$ 0,40. Uma nova espécie de sorgo, mais resistente a pragas, também será cultivada.

“Após cada colheita, a produção será distribuída com os outros produtores de cada associação. Mas as raquetes e o sorgo só deverão ir para o solo no período ideal, na hora de plantar”, ressaltou Peixoto.

Para o coordenador de Desenvolvimento da Agricultura Familiar, Itamar Lemos, a SDA está apostando em iniciativas inovadoras para desenvolver esse segmento de produção rural e garantir a convivência com o semiárido. O investimento total no novo Sistema de Produção de Forragem da SDA é de R$ 900 mil, sendo R$ 500 mil da CHESF e R$ 400 mil de recursos do Estado, via Fundo Estadual de Combate à Pobreza.

“É muito bom ver um projeto como essa saindo do papel e ver que os produtores daqui terão oportunidade de emprego e renda”, afirmou Lemos.

O presidente da Ematerce, José Maria Pimenta, reconhece também a produção de palma forrageira como uma alternativa eficiente para a convivência com o semiárido. Ele acredita ainda que os avanços estão ocorrendo graças a nova mentalidade do homem do campo, mais aberto a novos modelos de produção, facilitando assim o trabalho dos técnicos de extensão rural.

Com estas mudanças avalia que está sendo possível implantar alternativas de convivência produtiva permanente, e não somente nos períodos de grandes secas, como está ocorrendo agora. “Além da produção de ração animal, a palma forrageira pode ajudar os nossos agricultores familiares a ampliarem os seus negócios com a venda do produto para outras cidades e outros Estados”, acrescentou.

A palma é uma cactácea forrageira adaptada ao semiárido, capaz de resistir a estiagem e produzir nesse período. Sua produção no Ceará é uma atividade bastante rentável. Em cada hectare plantado é possível se conseguir até 90 toneladas. Um hectare alimenta 20 cabeças de bovinos e cerca de 200 cabeças de ovinos e caprinos em um ano.

Mais informações:
Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA)
Endereço: Avenida Bezerra de Menezes, 1820, Fortaleza
Fortaleza: (85) 3101.8105

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