Cajazeiras-PB, 23/10/2017

Mulher procura imprensa para pedir proteção contra ameaças de morte

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Uma jovem de Cajazeiras que se identificou apenas como Silmara usou a imprensa radiofônica da cidade, para alertar as autoridades policiais acerca das ameaças de violência que vem recebendo do ex-marido, que seria usuário de drogas e já teria, inclusive, a agredido e ameaçado de morte.

A mulher, que mora com um filho de 5 anos, fruto do casamento, disse estar bastante assustada e teme pela sua vida e a do garoto. Ela revelou que já acionou a Lei Maria da Penha há cerca de dois anos, quando aconteceu a agressão, mas o acusado não foi punido.

“Ainda não saiu nenhuma audiência desse processo, saíram apenas as medidas protetivas, as quais não estão sendo cumpridas”, reclamou a jovem, que disse estar sendo constantemente ameaçada de morte. “Ele vem me ameaçando que vai me matar, inclusive está com oito dias que ele veio na minha casa e quase derrubou o meu portão para tentar me matar”, completou.

Após a morte da advogada cajazeirense Érica Vanessa Lira (31), vítima de um tiro de revólver disparado pelo namorado no dia 24 de abril em João Pessoa, Silmara passou a temer ainda mais pela sua vida, sobretudo pelo fato de o ex-marido ser usuário de drogas.

“Com esse acontecido de Érica, a gente fica muito preocupado pelo seguinte: uma pessoa que é usuária de droga, que não está em si, pode a qualquer momento fazer isso comigo, ainda mais porque ele já vem prometendo isso e que já tentou uma vez”.

A jovem explicou ainda que se sente desamparada pelas autoridades, afinal ela já procurou a Delegacia da Mulher diversas vezes para denunciar que o acusado não está cumprindo as medidas protetivas, no entanto ele não foi preso.

“Eu já não sei a soma de quantas vezes eu procurei a Delegacia da Mulher para pedir ajuda, e comuniquei lá que minha vida agora se tornou um inferno. É delegacia, trabalho e casa. E o que eles me passaram foi que se as medidas protetivas não estivessem sendo cumpridas, ele ia ser preso. Tenho provas e testemunhas de que ele não está cumprindo, ele já foi até o meu trabalho, mas as autoridades não estão tomando as providências”.

Silmara acredita também que a postura violenta do ex-marido tem afetado o comportamento do filho, que testemunhou as agressões várias vezes e, apesar da pouca idade, já demonstra comportamento agressivo em casa.

“Meu filho está numa situação muito difícil. Ele anda fazendo as mesmas coisas que o pai. Quando está dentro de casa, fica gritando, querendo quebrar as coisas. Acho que é o trauma de tudo que ele tem visto, por isso está ficando revoltado, querendo fazer as mesmas coisas que o pai vem fazendo, porque é o que ele está presenciando”.

 

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