Cajazeiras-PB, 21/10/2017

MTE diz que 1.446 jovens aprendizes foram formados na Paraíba em 2013

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Entre janeiro e setembro de 2013, 1.446 jovens entre 14 e 24 anos trabalharam na Paraíba como aprendizes nas 540 empresas participantes do Programa Jovem Aprendiz, de acordo com dados do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE). O programa visa proporcionar o aprendizado prático, complemento não só ao curso que o aprendiz deve frequentar em uma entidade credenciada, mas também aos estudos regulares no colégio.

Em João Pessoa, os cursos podem ser feitos nos Sistemas Nacionais de Aprendizagem, como o  SENAC, SENAI, SENAT,  ou no Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), Centro de Apoio à Criança e ao Adolescente (Cendac) e no Projeto Beira da Linha. De acordo com Rachel Mendes Pereira da Silva, Coordenadora do Projeto Aprendizagem da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no estado (SRTE/PB), da Delegacia Regional do Trabalho (DRT), o programa foi criado no ano 2000.

Rachel Mendes Pereira da Silva, Coordenadora do Projeto Aprendizagem da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no estado (SRTE/PB), que também é Coordenadora do Fórum Estadual de Aprendizagem da Paraíba, afirma que o programa exige a contratação de um percentual de jovens aprendizes por parte das médias e grandes empresas. Cinco a 15% dos cargos que demandam formação profissional têm que ser destinados aos jovens. Não existe limite de idade para quem tem algum tipo de deficiência.

Atualmente, os municípios onde são executados os programas de aprendizagem são: grande João Pessoa, Campina Grande, Patos, Sousa, Cajazeiras e Guarabira. “A obrigatoriedade da contratação de aprendizes está restrita às médias e grandes empresas, por isso os programas estão presentes apenas nos maiores municípios, onde há empresas desse porte”, explicou Rachel. Em 2012, foram fiscalizados 686 estabelecimentos, resultando na contratação de 1.933 aprendizes, completa a coordenadora do SRTE-PB.

O curso dura um ano e o contrato com a empresa pode durar até dois anos. O jovem recebe o salário mínimo/hora, mas pode ter remuneração melhor, caso o empregador assim decida. Ele também vai receber pagamento pelo repouso semanal,  vale transporte para se deslocar no caminho entre sua residência, a entidade profissionalizante e a empresa onde trabalha.

Programa permite novas perspectivas – Um dos jovens beneficiados com o programa em 2013 foi Cassiane Mendes de Almeida, de 18 anos, beneficiária do programa no Projeto Beira da Linha. Há um mês ela se tornou auxiliar administrativo na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em João Pessoa. “Sempre sonhei em ser Jovem Aprendiz e comecei a participar do projeto por causa da minha irmã. Quero me qualificar como profissional”, afirma a jovem.

O sonho de Cassiane é fazer faculdade de medicina. Como ainda está terminando o Ensino Médio e trabalhando, o ano de 2014 é que será crucial para a realização desse desejo. Ela mora no Alto do Mateus, bairro onde está a sede do Beira da Linha, com os pais e dois irmãos. Sua mãe é dona de casa e seu pai é pintor de automóveis, responsável pela renda de toda a família. Ela afirma que o programa tem ajudado bastante nesse quesito.

Jaqueline de Azevedo, Coordenadora de Aprendizagem do Beira da Linha, afirma que a entidade trabalha com jovens aprendizes no Alto do Mateus, Zona Oeste de João Pessoa, desde 2007. Entre as funções que eles podem exercer estão escriturário bancário, assistente administrativo, office boy, arquivador e almoxarife. Eles também aprendem informática para que dominem as principais ferramentas, de acordo com Jaqueline.

Para Cassiane, “o Programa Menor Aprendiz e o Beira da Linha são de muita importância para o bairro”. “É lá que surgem as oportunidades para entrar no mercado de trabalho, para que comecemos a pensar no futuro e não só no hoje. Eu quero ajudar meus pais, tudo o que faço é pensando neles. Quero que eles tenham casa própria e plano de saúde, pois são coisas primordiais. E com a experiência que tenho hoje e vou desenvolver no projeto, sei que vou conseguir tudo isso”, prevê.

Jaqueline afirma que já foram formados 200 jovens em seis anos de projeto na entidade. O Beira da Linha é responsável também por fazer com que o cadastro deles chegue até as 15 empresas que possuem convênio com a entidade. “Geralmente o interesse é maior pelos jovens com idade a partir de 17 anos. As empresas visualizam o perfil, a gente pré-seleciona e encaminha para a entrevista na empresa”, explica.

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