Ministro diz que obras de transposição do Rio São Francisco ‘engrenaram’


CTERIOSFR - Comissão Externa para acompanhar os Programas de Tr

As obras de transposição do Rio São Francisco, que deverão garantir água para 12 milhões de pessoas em 390 municípios dos estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, ganharam ritmo  e deverão ser concluídas até 2015. A garantia foi dada nesta terça-feira (6) pelo ministro da Integração, Francisco Teixeira.

Assim como em março, quando esteve pela última vez no Senado para tratar do tema, Teixeira afirmou que 75% das obras do Projeto de Integração do rio serão concluídos até dezembro. Segundo o governo, 57,8% do total previsto já estão concluídos, um avanço de 2% de março a abril.

— Graça a deus choveu, mas as chuvas atrapalham um pouco as obras. […] Teremos oito meses sem chuva, o que vai permitir evoluir a mais de 2% até o fim do ano. Aquela meta de chegar a 75% até o fim do ano eu considero totalmente factível – assegurou Teixeira.

O balanço das obras de transposição do rio São Francisco foi apresentado em audiência pública da comissão criada no Senado para acompanhar o projeto do governo federal. Segundo o Ministério da Integração Nacional, mais de 10 mil funcionários trabalham atualmente nas obras que incluem recuperação de 23 açudes, construção de 27 reservatórios, além de nove estações de bombeamento, 14 aquedutos e quatro túneis exclusivos para a passagem de água.

— Estamos trabalhando dia e noite no [Eixo] Norte e vamos começar a trabalhar em maio dia e noite no [Eixo] Leste, porque qualquer dia que a gente antecipe nas obras vai amenizar o sofrimento que a população está vivendo – disse o ministro.

De acordo com Teixeira, o período mais crítico das obras ocorreu em 2011 e 2012, quando algumas empresas abandonaram o empreendimento. Outro problema enfrentado pelo governo foram greves de trabalhadores que paralisaram o projeto. Mas, segundo o ministro, esse período foi superado.

Para o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), que preside a comissão do Senado, é preciso divulgar de forma mais clara os avanços das obras para a população. Ele pediu que o colegiado tenha acesso em tempo real aos dados.

— Estamos em uma missão de guerra pela água. Nossa guerra ainda não está vencida, mas quando vejo a apresentação do ministro me sinto vitorioso. Lamento muito que meus irmãos paraibanos não tenham conhecimento dos 57 % da obra concluída – ponderou o parlamentar.

Fiscalização – Representantes da Controladoria Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU), que têm acompanhado o andamento das obras, elogiaram ajustes promovidos no projeto original e melhorias na gestão e na fiscalização. Para a secretária de Fiscalização de Obras do TCU, Juliana Pontes Monteiro de Carvalho, as obras atingem atualmente seu ápice de execução.

— As obras andam realmente bem engrenadas. A gente sente que, quando visitávamos essas obras em 2008 e 2009, o Ministério não tinha o controle. Hoje a gente visita e os técnicos sabem do que estão falando  – disse Juliana de Carvalho.

Sobrepreço – O TCU também considera que o Ministério da Integração está corrigindo rapidamente os problemas de sobrepreço identificados nas obras. De acordo com a secretária, 90% dos problemas apontados já foram corrigidos pela pasta.

O diretor de Auditoria da CGU, Wagner Rosa da Silva, considerou acertada a decisão do governo de delegar à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) a operação do sistema de gestão do Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional (PISF).

— Ainda tem muita obra pela frente, mas parece que as coisas agora estão mais bem encaminhadas. Para 2014, nossa expectativa é acompanhar esse novo papel da Codevasf na operação e manutenção da transposição do São Francisco – afirmou Wagner da Silva.

Projeto – Orçado em cerca de R$ 8 bilhões, o projeto, iniciado em 2007, contempla 477 quilômetros de canais (mais do que a distância entre Rio de Janeiro e São Paulo), formando os eixos Norte, que vai de Cabrobó (PE) a Cajazeiras (PB), e Leste, com início em Floresta (PE) e término em Monteiro (PB) que conduzirão a água no semiárido nordestino. Com 28% da população brasileira, o Nordeste tem apenas 3% da disponibilidade de água e uma irregularidade na distribuição de recursos hídricos.

Metas – Dos 16 lotes de obras, que compõe as Metas, dois já estão concluídos: o Canal de Aproximação do Eixo Norte e Leste.

Atualmente, estão em atividades 14 lotes: Lote 1, em Cabrobó (PE); 2,3 e 8, em Salgueiro (PE); Lote 4, em Verdejante (PE); Lote 5, em Brejo Santo (CE); Lote 6, em Mauriti (CE); Lote 7, em São José de Piranhas (PB); Lotes 9 e 13, em Floresta (PE); Lotes 10 e 11, em Custódia (PE); 12, em Sertânia (PE); e 14, em São José de Piranhas (PB).

Segundo o Ministério, as obras do Eixo Norte funcionam 24 horas por dia: em Salgueiro (PE), em Cabrobó (PE), em Jati (CE), em Mauriti (CE), em Brejo Santo (CE) e em São José de Piranhas (PB).

AGÊNCIA SENADO
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