Menos médicos

A COLUNA DE SAULO PÉRICLES BROCOS PIRES FERREIRA

CHRISTIANO MOURA
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Estive há poucos dias com Jucnério Felix, e no meio da conversa, ele perguntou o que eu achava de cajazeiras somente ser administrada por médicos como está há décadas, efetivamente não deixei de dar uma certa razão a ele, e me lembrei de um comentário de Cap Kleber, que foi o comandante da Companhia do Exército que fez o asfaltamento da BR 230 no começo da década de 70, que vei visitar a terra em que prestou seus serviços, e visitar o remanescente de sua Companhia, ele disse “Cajazeiras cresceu, progrediu, mas uma coisa continua a mesma: Dr. Epitácio continua como prefeito.

De fato, como na conversa com nosso edil, Dr. Epitácio mesmo morto, seus sucessores médicos-políticos, ou seja a política de Epitácio, que na verdade começo muito antes de eu existir, começou com Dr. Otacílio Jurema, que fez hábito de trocar os favores pessoais prestados como médico, por votos. E essa política foi digamos aperfeiçoada por Dr. Epitácio, levada a uns extremos (criticáveis), por Vituriano depois sucedido novamente por Dr. Epitácio, e sucedida por Carlos Antônio, que todo mundo achava que seria um Epitácio dinâmico, mas nas duas administrações que fez, eu acho que este mais sabe a ser um Vituriano agradável, tivemos Leo, que não herdou de seu pai a “volúpia pelo poder”,  e terminou renunciando, depois veio carlos Antônio, substituído por Denise que não conseguiu se reeleger, e atualmente estamos sendo governados po José Aldemir, que continua a mesma política, e na minha opinião se trata de um Dr. Epitácio mais jovem, ou uma continuação da mesma política começada por Dr. Otacílio, e com e com alguns intervalos, (Quirino, Zerinho), continua sendo o tipo de política determinante de nossa cidade. Quero ressaltar que afora Dr. Otacílio, que quando eu o conheci, já tinha se retirado da política, convivi com todos esses, e sempre tive muito boas relações com todos esses, e até os admiro.

Quando eu estudava em Sousa, que foi menos administrada por médicos, perguntei por que não se calçava a rua por trás da faculdade de Direito, a resposta que eu tive foi a seguinte: Você parece que é cego? Essa rua está calçada há mais de dez anos; tinham desviado a verba para esse calçamento, o que por aqui, com Dr. Epitácio e Chico Rolim não acontecia; existia, como existe mérito na política que é tocada aqui, assim como existem deficiências na política de digamos “administradores de empresas” nas prefeituras, se esses forem corruptos; até na carreira das leis, existe (e como) esse vírus. Digo, e com certo conhecimento de causa: meu pai era médico, mas não sei se por virtude ou defeito, não tinha o costume de pedir votos em troca de tratamentos ou consultas, a carreira de Medicina ensina o gerenciamento de pacientes, não da Administração pública.

A Prefeitura de nossa Cidade Irmã, Sousa, vem inegavelmente se beneficiando com a segunda administração de Fábio Tyrone, e como o mesmo é um empresário de sucesso, coloca suas habilidades e seu discernimento a favor de sua cidade, e me parece que já está, como esteve colhendo os frutos. Aqui, sempre relembrando a figura histórica de Dr. Epitácio, uma das prioridades de seu governo é eleger Dra. Paula, Para a Assembleia Estadual, assim como aquele elegeu D. Zarinha.

No outro lado, a situação é parecida, se tenta eleger Júnior Araújo para o mesmo cargo. Vale salientar que eu pessoalmente tenho boas relações de amizade com todas as correntes, e me sinto constrangido a tecer críticas a pessoas que gosto, e no caso de Dr. Epitácio nutro uma sincera admiração à sua figura histórica.

Agora entre a omissão e a manifestação sobre determinada situação que eu acho que deve ser corrigida, escolho a segunda opção.

O problema que posso ver, é a quem entregar nossos destinos, e não caiamos na situação de se apoiar, como se apoiou maciçamente o sapateiro Antônio Gobira, sem nenhuma chance, quer de vitória, que se ganhasse de exercer o cargo para que se candidatou.

Mas, ao contrário do projeto de Dilma, pelo menos na administração pública local, numa análise de largo tempo, talvez a solução local seria “menos médicos’.

Boa copa, que o futebol, “o pacificador das multidões, o ópio do povo”, não nos anestesie…

ELIANE BANDEIRA

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