Memória cultural

A COLUNA SEMANAL DE FRANCELINO SOARES

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Há cerca de dezoito anos, sob a liderança do Deputado cajazeirense Edme Tavares, de saudosa memória, um grupo de ilustres cidadãos, ligados à cultura e às artes, reunia-se, exatamente no Dia da Cidade – 22 de agosto de 2000 – ano do bicentenário de nascimento do Padre Mestre, com o objetivo específico de criar a tão almejada Academia Cajazeirense de Letras. E, assim, satisfazendo o desejo de homens de letras, começava a embrionar uma instituição cultural, ratificando o lema de “cidade que ensinou a Paraíba a ler”.

Na ocasião do evento, esteve presente uma Comissão Provisória que cuidaria dos trâmites legais para adoção de medidas complementares necessárias à implantação do aludido órgão cultural, cujo objetivo primordial seria adotar providências relativas à elaboração de Estatuto, Regime Interno, registro cartorial e publicação de normas de que se precisava para implementar a nossa Academia.

Foram então indicados, como membros participativos  da Comissão, entre outros, Deusdedit Leitão, Rosilda Cartaxo, Otacílio Dantas Cartaxo, Teté Assis, Hildebrando Assis, Padre Luiz Gualberto de Andrade, Francisco Sales Cartaxo, Sebastião Moreira Duarte, Marlene Henriques e Lúcia Rolim Guimarães, ficando tudo registrado nas páginas deste periódico Gazeta do Alto Piranhas (edição de 3 a 9 de setembro de 2000),  graças à dedicação e ao cuidado do diretor/editor Prof. José Antônio de Albuquerque, também presente ao evento.

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Na ocasião, inclusive, foram citados personagens culturalmente ilustres e que foram indicados como possíveis Patronos. Com perdão dos trocadilhos, o fato é que os fatos estão registrados na história da cidade, porém, ao que parece, nada mais foi feito, mesmo porque alguns dos presentes àquele majestoso momento já não estão presentes entre nós.

Daí é que filhos da terra ou os que se fizeram “cajazeirados” reunir-se-ão nesse sábado, dia 26 de maio, a partir de 9:00 h., na sede da Secretaria de Cultura, objetivando “revitalizar” a instituição e, acrescentando-se lhe à razão social, o  termo Artes, com a finalidade de que dela possam participar interessados de outras paragens culturais, que não sejam somente “letras”, por acreditar-se ser o termo “artes” um pouso mais abrangente.

Lembramos ainda a necessidade primordial para esta revitalização, qual seja a elaboração de uma ATA, a fim de que, juridicamente, possamos registrar a nossa Academia Cajazeirense de Artes e Letras – ACAL – junto a outras entidades similares, inclusive a Academia Brasileira de Letras.

Vale dizer: o que se pretende, nesta ocasião, é “tornar de direito” uma instituição que já “existe de fato”. Finalmente, “façam suas apostas”, o que equivale dizer: façam-se presentes os que se assumem como amantes das artes, das letras, da cultura e do saber.

ELIANE BANDEIRA

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